Paramore BR
Publicado por Jeany, arquivado em Entrevista, Notícias, Novo álbum.


Em um recente podcast da Billboard, Zac Farro comentou sobre o novo álbum da banda e a reconstrução da amizade com seus membros. Leia a matéria:

É engraçado como o tempo pode curar feridas antigas.

De volta a 2010, Zac Farro deixa o Paramore com seu irmão Josh, citando diferenças com a vocalista Hayley Williams numa dura carta pública. Paramore seguiu em frente, gravando um álbum de sucesso sem ele, mas seguindo o álbum de 2013, “Paramore”, o baterista original está de volta.
“É uma segunda chance”, Zac diz. “Eu sou tão grato por tocar no álbum, mas isso não foi o mais importante para mim no início. O que importou foi consertar essas amizades… Hayley e Taylor se tornaram grandes amigos meus novamente e eles me dão um grande apoio no meu trabalho.”
Por esses dias, Zac está intercalando seus dias entre Paramore e os preparativos do Sudden Feeling, o novo álbum do seu projeto HalfNoise, que está repleto de ondas tranquilas e que será lançado em 9 de setembro. Nele, Zac é o vocalista e o principal compositor, e você precisa vê-lo trabalhar na sua bateria pessoal quando ele está no palco.
Começando com o crescimento do Paramore de pequenos clubes à arenas, depois de volta a pequenos clubes com a HalfNoise, e então de volta ao estúdio com o Paramore, com um tempinho vivendo na Nova Zelândia – bem-vindo à vida de Zac Farro. E como está sendo trabalhar no novo álbum do Paramore? Ele contou isso tudo no último episódio do podcast da Billboard: Alt In Our Stars.

 

Confira abaixo, em destaque, partes do podcast relacionadas ao Paramore:

Zac: Fizemos o que tínhamos que fazer: restauramos a nossa amizade. (…) Taylor tocou guitarra em alguns shows da HalfNoise. Sinto que ele é como um irmão novamente, meu melhor amigo. Sempre tivemos altos e baixos na nossa amizade, ele tem 26 anos agora e nos conhecemos quando ele tinha 11… É a minha amizade mais duradoura. Sempre passamos por algumas loucuras, sabe, mas sempre restauramos nossa amizade. É o que eu espero. Eu não gosto da maneira como tudo foi para baixo. É duro quando você é novo e está em uma banda. Começamos quando eu tinha 13 anos…

Entrevistador: Então, como está o novo álbum do Paramore?
Zac: Uma das músicas é tipo… [Zac cantarolando]

Oh, você apenas tem que ouvi-la. É muito boa. Muito muito boa. Você tem que esperar para ouvir. (…) As baterias estão ótimas. (…) Eu acho que eles vão gostar. Os fãs são tipo, os melhores fãs. Eles ainda vêm para os meus shows, eles são muito fiéis e incríveis. Eles vão amar. Se você gosta de Paramore, vai amar.

Entrevistador: “Ain’t It Fun” meio que desencadeou esse novo lado do Paramore, o coral gospel… Mas ainda tem, tipo, “Fast In My Car” no álbum, ainda o rock. Então estamos nos perguntando como será…
Zac: Ainda não está acabado, então, quem sabe, talvez umas músicas hip-hop, talvez bluegrass [música popular e tradicional americana], Santana [guitarrista famoso] pode participar de algumas…
Entrevistador: Eu acho que se você chamá-lo, ele pode pensar sobre o caso. (…)

Entrevistador: Você pensa em tocar ao vivo com o Paramore novamente?
Zac: Ah, tenho momentos… Eu nem sei se isso é uma opção. Seria legal, mas eu vivo um dia de cada vez. Estou tocando no álbum, o que é bem legal, eu tenho o meu que está para chegar em 9 de setembro. Tenho minhas coisas correndo… Nós nem conversamos sobre isso, então, sei lá.

Entrevistador: Uma turnê juntos?!
Zac: Ah! Isso seria legal, quem sabe?! Só vou deixar acontecer. Se acontecer, aconteceu. Se não… Vou continuar fazendo minhas coisas. Aconteceu de eu estar tocando no álbum deles, então quem sabe o que acontece depois?

Entrevistador: Você tem ideia de quando ouviremos novas músicas [do Paramore]?
Zac: Não… Não faço ideia. O álbum nem está pronto ainda, então, provavelmente um tempo. Essas coisas levam tempo. Você tem que gravar, mixar… Tem que passar por várias coisas. Não posso lhe dar uma data.

Entrevistador: O Josh está envolvido nisso?
Zac: Não, não… Dessa vez não.

Você pode ouvir o podcast completo (em inglês) clicando aqui.

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR
Fonte

Publicado por Jeany, arquivado em Entrevista, Notícias, Revistas.


A nova edição da revista Kerrang! traz páginas especiais de entrevistas com os irmãos Farro, ex integrantes do Paramore desde 2010, nas quais a banda é mencionada. Confira as perguntas e respostas traduzidas abaixo.

UMA AUDIÊNCIA COM OS IRMÃOS FARRO

PARTE I: ENTREVISTA COM JOSH

É verdade que você não vai tocar nenhuma música antiga da sua carreira?
Josh: Sim, eu acho que a razão disso é o meu foco principal para a minha carreira no momento. Eu quero que as pessoas escutem as músicas e eu acredito nisso tão fortemente que isso pode ser suficiente. Eu não quero tocar mais nada além disso. Talvez eu possa fazer um cover, aleatoriamente. Mas eu acredito na Farro [sua atual banda] muito fortemente – Eu quero que o foco seja isso, e nada do passado.”

Como você se sentiu com o Zac voltando ao Paramore?
Josh: Não sei se ele está mesmo de volta, se ele está, esqueceu de me contar (risos)! É demais, quando ele me disse, pensei “Ótimo! Ele é o melhor baterista que eu conheço então é inteligente da parte deles tê-lo chamado!” Vai ajudar a deixar o novo álbum deles ainda melhor.

Há alguma chance de voltar ao Paramore um dia?
Josh: Ah, como diz Justin Bieber, “nunca diga nunca”, mas neste momento eu diria que não. No entanto, nunca se sabe o que o futuro reserva, essa é a beleza da vida. A gente planeja um certo caminho e na maioria das vezes, ela nos leva pra direção oposta. Então não estou dizendo que não!

Ficamos contentes de saber que vocês estão se falando novamente…
Josh: Sim, verdade. É um alívio. Ninguém gosta de viver com rancor. É sempre bom fazer as pazes com quem te fez mal ou a quem você fez mal, é ótimo não ter mais treta com ninguém! Foi uma das melhores coisas que me aconteceram, pra falar a verdade. É como se tivessem quebrado as correntes que me prendiam. Todo esse tempo levou o rancor embora. É um sentimento muito gratificante.

PARTE II: ENTREVISTA COM ZAC

HalfNoise soa muito diferente do Paramore, tem uma vibe mais indie pop. De onde vem essa influência?
Zac: depois de 8 anos tocando com o Paramore, quando eu saí, quis fazer algo que realmente fosse diferente. Eu não escrevo músicas punk rock ou pop punk. Tenho orgulho do meu passado e ainda escuto esses gêneros, mas no meu próprio som tem uma ponta de Tame Impala, Washed Out e The Flaming Lips. Esse sempre foi meu forte, é isso que eu curto.

Você e seu irmão deixaram o Paramore ao mesmo tempo – Como aconteceu de vocês não fazerem mais músicas juntos?
Zac: Nós estávamos pensando nisso, mas eu estava viajando e a distância me impossibilitaria de estar com ele para compor e gravar, então não deu certo. Quando voltei da Nova Zelândia ele já estava indo ao estúdio com seu projeto Farro, acabei tocando as baterias para ele. Nós seremos irmãos para sempre, eu tenho certeza que terá algo no futuro que poderemos fazer juntos.

Era um assunto delicado, e agora você está gravando as baterias do novo álbum do Paramore. Como isso aconteceu?
Zac: Bem, isso aconteceu porque todos nós ainda moramos em Nashville, é uma cidade bem pequena e nós ainda temos os mesmos amigos – especialmente Taylor e eu. Somos amigos desde que eu tinha 11 anos, e tem aquele vazio de quando você não tem mais seu melhor amigo e é tipo “Bem, então… Qual a razão? Precisamos consertar isso.” Então um dia nós tivemos uma grande conversa e as coisas simplesmente se ajeitaram. E acabamos todos saindo juntos – Hayley também. Taylor tocou guitarra em alguns shows da HalfNoise e começamos a sair novamente. Minha relação com ambos é agora melhor do que nunca. Então, sim, eles não tinham um baterista para o novo álbum e pareceu natural para eles me pedirem. Está sendo muito bom.

É muito bom ouvir isso. Você tem planos de se juntar oficialmente à banda novamente?
Zac: Isso não está em minha mente, para ser sincero, só porque eu não quero esperar isso. É que o Paramore é uma banda muito conhecida, e eles são muito ocupados, então isso naturalmente me faria deixar minha banda de lado e eu estou tão orgulhoso do que estou fazendo agora. Obviamente isso seria uma coisa incrível a se pedir, mas veremos.

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

Publicado por Jeany, arquivado em Entrevista, Hayley Williams, Revistas.

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“A estrela do Paramore que inspirou toda uma nova geração continua forte” é o título da entrevista concedida por Hayley à Rock Sound Magazine deste mês (7), que também traz a vocalista na capa.

Rocksound - Issue 216 - Summer 2016(Clique aqui e veja o photoshoot completo da foto acima, por Lindsey Byrnes)

Confira abaixo a tradução da conversa que tem como assunto mulheres no cenário do rock atual, sua influência e mais!

A ESTRELA DO PARAMORE QUE INSPIROU TODA UMA NOVA GERAÇÃO CONTINUA FORTE

Quando falamos de figuras importantes no mundo rock, é difícil achar uma pessoa mais adequada para o termo que Hayley Williams. Por mais de uma década, a vocalista de 27 anos possui uma das vozes mais fortes, tanto literalmente quanto figurativamente. Enquanto o sucesso do Paramore é garantido – quatro álbuns e diversos milhões de vendas, numerosas turnês em arenas e atração principal de múltiplos festivais que levaram a banda para o topo – é o que Hayley é responsável fora da música que ela e sua banda criam que a vemos no topo Rock Sound 50. Desde o lançamento do álbum de estreia do grupo, ‘All We Know Is Falling’ 11 anos atrás, a influência individual de Hayley cresceu tão rapidamente quanto a imagem do Paramore. Inspirando uma geração inteira de jovens de todos os gêneros, sexualidades, cores e crenças, há muito tempo a sua mensagem tem sido apenas uma; de abraçar quem você é de verdade e não ter medo de se destacar em um mundo que costuma desdenhar de quem ousa ser diferente. Possivelmente mais importante, ela mudou a forma como a comunidade rock vê as mulheres, expondo quase sozinha o sexismo e misoginia e instigando confiança e convicção em milhões de mulheres jovens – algumas dessas ocupam o mesmo gráfico que ela – que elas podem também viver os seus sonhos, livres de qualquer preconceito ou idiotice mesquinha. Com a sua recém lançada empresa de tinta de cabelo, goodDYEYoung, dando a pessoas uma plataforma ainda maior de expressão e individualidade, a sua influência tanto musicalmente quanto culturalmente significou que, para nós, só poderia haver um vencedor. Nessa entrevista exclusiva com ela própria, nós fomos até o fundo do que significa ser influente em 2016, suas experiências de crescer em um mundo dominado por homens e, mais importante, o que o futuro reserva para Hayley e sua banda…

PARABÉNS POR CHEGAR AO TOPO DO ROCK SOUND 50! COMO VOCÊ SE SENTE POR SER A PESSOA MAIS INFLUENTE NO ROCK?

“Ah, cara… É incrível! E eu não falo só por falar. Eu estive a frente dessa banda por 12 anos, mas ganhar qualquer tipo de prêmio como pessoa e vocalista, e saber que as pessoas foram impactadas pelas coisas que eu fiz como um ser humano é incrível. Eu estou honrada.”

O QUE INFLUÊNCIA SIGNIFICA PARA VOCÊ, E VOCÊ AINDA ACHA ESTRANHO QUE QUALQUER UM CONSIDERARIA VOCÊ INFLUENTE?

“Sinceramente, eu acho. O que é louco é que as pessoas dizem que você as influenciou, ou que você é a heroína delas, e você instantaneamente vai para lugares na sua mente onde você se vê exatamente como elas. Eu me conheço, e sei que sou uma pessoa com problemas igual a qualquer outro. Eu ainda tenho coisas que luto na minha mente e em meu coração. Fico lisonjeada de saber que consigo me conectar com as pessoas dessa forma – mesmo trazendo tanta pressão – mas vale a pena por essa conexão e o senso do real.”

VOCÊ SE LEMBRA DA PRIMEIRA VEZ QUE ALGUÉM DE CHAMOU DE INSPIRADORA OU INFLUENTE, E COMO ISSO FEZ VOCÊ SE SENTIR?

“Na época do MySpace, 11 ou 12 anos atrás, nós respondíamos todas as mensagens que recebíamos. Quando as coisas começaram a crescer e as mensagens chegaram mais rápido, isso obviamente ficou mais difícil, mas eu me lembro do início. Algumas pessoas se lesionavam, outros lidavam com problemas psicológicos, mas eles nos disseram que nossa música, e em alguns casos as minhas letras, os ajudavam a lidar com seus problemas e os superaram. Aquilo era bem pesado. Ver a letra da nossa música ‘Emergency’ – a parte que diz “There scars they will not fade” (as cicatrizes não irão sumir) – tatuado no pulso de uma garota com cicatrizes de cortes quebrou o meu coração. Eu nunca lidei com automutilação em toda a minha vida. Fiquei deprimida e tive problemas que pensei que nunca iria resolver, mas esse foi um nível totalmente diferente. Ver alguém dizer que eles passaram esse momento da vida e marcar isso com as palavras que eu escrevi era bem pesado.”

TESTEMUNHAR ESSE TIPO DE IMPACTO FOI ALGO QUE VOCÊ CONSEGUIU SE ACOSTUMAR?

“Eu não acho que isso seja possível. Isso nunca deixa de ser gratificante. Nós crescemos com muitos fãs, em certo ponto. Eu acabei de encontrar com uma garota que se chama Grace, em Nashville, que eu conheço desde que tinha 16 anos. Ela e seus amigos vieram para um dos nossos primeiros shows em Buffalo, Nova Iorque, e tivemos uma conexão desde então. Nós temos a mesma idade, então fizemos várias coisas ao mesmo tempo e meio que dividimos nosso caminho para a vida adulta. Eu a vi algumas vezes por ano em shows e ela me dizia todas essas coisas da sua vida – seu primeiro emprego, seu primeiro namorado, seu primeiro apartamento – e para mim, isso era tão significativo e impactante quanto qualquer outra coisa. Realmente significa o mundo para mim dividir essa conexão com outras pessoas.”

PROVAVELMENTE É MAIS FÁCIL PARA AS PESSOAS ESQUECEREM O QUÃO JOVEM VOCÊ É GRAÇAS AO PARAMORE ESTAR NA MÍDIA A MAIS DE UMA DÉCADA. ESSAS RESPONSABILIDADES E EXPERIÊNCIAS QUE VOCÊ TEVE QUE CRESCER LIDANDO DESDE A ADOLESCÊNCIA, JÁ QUE MUITOS LIDAVAM COM VOCÊ COMO UMA ADULTA…

“Absolutamente. Eu tive um perfil de banda no MySpace antes mesmo de ter um perfil pessoal, e minha primeiro Warped Tour foi quando eu toquei lá. Todas essas experiências que eu esperava ter como uma garota do ensino médio, acabei tendo como uma pessoa com muito mais responsabilidade. É definitivamente estranho, mas também tem seus pontos positivos. Quando se tem aquela idade você não vê o que está fazendo como um trabalho, e sim um hobby que você faz o tempo todo com seus amigos, mas a certo ponto a realidade chega até você. Eu não tive uma vida normal de ensino médio e várias pessoas me perguntavam se eu sentia que estava perdendo alguma coisa, mas, honestamente, eu nunca senti que estava. Eu conheci todas essas pessoas maravilhosas da minha idade ao redor do mundo e estava trabalhando em coisas que me orgulhavam – eu não entendia como isso poderia ser considerado que eu estava perdendo alguma coisa.”

VOCÊ TEVE QUE APRENDER LIÇÕES E ERRAR AO CRESCER EM PÚBLICO. O QUÃO DESAFIADOR ISSO TEM SIDO?

“Ao ser uma escritora, especialmente, é difícil decidir o que vai embora e o que fica, e com o Paramore, tipicamente, muitas coisas têm de ficar de fora. Eu guardo algumas coisas no meu coração quase como um combustível, mas na maior parte todos os meus erros e todas as coisas que eu me envergonhava, e toda a dor que eu senti ou possa ter causado… isso acaba saindo. É difícil se abrir para o mundo e ainda assim manter segredos. Eu aprendi isso da forma difícil porque tem algumas coisas que eu vivenciei, e algumas coisas que eu falei sobre abertamente, e então tive que me tocar, tipo “Oh meu deus, estou falando sobre a vida real aqui, isso não é um jogo”. E normalmente estou falando sobre pessoas reais e coisas reais que aconteceram, e algumas vezes é difícil manter isso em segredo. Ter o seu diário lido pelo mundo é difícil, mas também me permitiu manter os pés no chão e ser realista. Eu espero que consiga inspirar pessoas a relatar desses sentimentos e experiências, e que isso, de alguma forma, consiga ajuda-los a lidar melhor com as coisas por ter me visto lutando com elas também. Eu espero que, ao me ver aprendendo lições publicamente, isso ajude os outros a passar pelas mesmas coisas.”

EM TERMOS DE PERCEPÇÃO DE MULHERES NO CENÁRIO ROCK, VOCÊ TEM UM IMPACTO AINDA MAIOR DO QUE QUALQUER OUTRA PESSOA NA DÉCADA. ESSA INFLUÊNCIA É ALGO QUE VOCÊ SE DEIXA TER CONHECIMENTO?

“De certo jeito e ponto. É incrível, obviamente, mas também é difícil de aceitar esse tipo de crédito. Eu me lembro de ler uma entrevista com Lynn [Gunn] do PVRIS em que ela estava falando sobre ir a um show do Paramore quando criança, e depois disso, decidiu que estar em uma banda era o que ela queria fazer, e me ver fez ela acreditar que ela realmente poderia fazer o mesmo. É um elogio incrível e um sentimento melhor ainda porque é algo que eu me relaciono totalmente. Eu me lembro de ver bandas como No Doubt e Garbage quando estava crescendo – bandas com mulheres fortes e confiantes – e sentir que essas pessoas tinham mais em comum comigo do que qualquer outro que eu conhecia na escola. Eu olhava para eles e pensava, “eu posso fazer isso, eu tenho isso em mim”. Ser capaz de causar esse tipo de impacto em outra pessoa é incrível, especialmente porque teve um tempo em que quase não víamos bandas com vocalistas mulheres, ou até mesmo membros de banda femininos. Pode parecer absurdo, mas mulheres no cenário rock é algo relativamente novo. Foi apenas nos últimos anos que as pessoas pararam de ver mulheres no palco em uma banda de rock como algo diferente.”

CRESCER EM UM CENÁRIO DOMINADO POR HOMENS FOI ALGO DIFÍCIL?

“Eu não acho que eu percebi isso até ver o quão solitária eu me sentia quando adolescente. Eu cresci sem garotas ao meu redor em termos de companhia ou amizade – eu tive que correr bastante atrás disso quando passei dos 20 – e eu tive uma visão pouco saudável dos meus relacionamentos com garotas. Eu nunca tive a chance de ver minhas amigas todo dia na escola, ou trabalhar em um emprego cercado de outras mulheres. Mas se as pessoas acreditam que qualquer coisa que eu fiz ou conquistei mudou essa circunstância para outros, é incrível. Eu agradeço a qualquer um que acha isso.”

LYNN GUNN E JENNA MCDOUGALL RECENTEMENTE FALARAM O QUÃO POSITIVO PARA AMBAS É TER A COMPANHIA UMA DA OUTRA NA ESTRADA E A IMPORTÂNCIA DE TER ESSE TIPO DE AMIZADE EM TURNÊS. COMO VOCÊ SE SENTE AO VÊ-LAS TENDO ALGO QUE VOCÊ NUNCA PODE TER?

“É algo incrível de ver, e também é incrível saber o momento que elas dividem. Há muitas mulheres indo bem, fazendo arte e tendo reconhecimento totalmente merecido. Eu não gosto de pensar que sou responsável por qualquer outra coisa a não ser as músicas do Paramore, mas se essas pessoas tiraram inspiração de algo que fiz é incrível. O que é mais legal ainda é que agora irá ter uma geração de jovens mulheres que estão sendo inspiradas por Lynn e Jenna. Quando eu estava começando em uma banda tive que tirar inspiração de homens, porque não havia mulheres o suficiente ao redor. Eu tive que observar os músicos homens que eu admirava e pensava, ‘acho que consigo fazer isso tão bem quanto eles’, mas tive que dar o meu próprio jeito para me relacionar a eles. Há muitas mulheres jovens agora que possuem muito mais para se inspirarem e isso só pode ser algo positivo.”

LONGE DA MÚSICA, VOCÊ TAMBÉM TEM SIDO MUITO INFLUENTE EM TEMOS DE MODA E ESTILO, COMBINADO COM UM FORTE SENSO DE INDIVIDUALISMO…

“Absolutamente, e eu estou muito orgulhosa que ultrapassei as inseguranças que já tive um dia. Parte de crescer rodeada de homens significava que – certamente no início do Paramore – eu quase tinha medo de ser uma garota. Eu vestia a mesma roupa que os caras, ou o mesmo estilo de sapatos… Eu ficava desconfortável com a noção de mudar. Eu sentia que qualquer tentativa de parecer uma garota iria resultar nas pessoas não me levando a sério, e isso era uma perspectiva problemática – muito ruim para uma pessoa jovem. Eu me lembro de ter uma conversa com Josh [Farro, ex guitarrista do Paramore] na Warped Tour de 2006 e ele falou tipo, ‘Por que você não usa nenhuma dessas roupas loucas que você costumava usar quando éramos mais novos?’ E eu me lembro de ficar muito defensiva, mas quando cheguei em casa e comecei a pensar decidi que era uma pergunta justa. Eu fiz uma decisão naquele ponto de começar a ser mais expressiva, e um ano depois ‘Riot!’ saiu e eu estava usando maquiagem louca e tinha três tipos de cores no meu cabelo, e usava meia calça que comprei no Japão… Eu fiquei totalmente diferente. Mas isso já faz quase 10 anos agora – as pessoas precisam se lembrar que isso foi antes de Katy Perry e Lady Gaga e todas essas gigantes coloridas da música pop. Quando eu saí na MTV estava parecendo algo estranho, mas eu realmente precisava me expressar naquele ponto. Quando eu comecei a ver outras garotas nos shows que pintaram o cabelo e essas coisas, isso significou muito para mim. Isso fez eu me sentir muito melhor sobre ser eu mesma, e não me preocupar se alguém não iria me levar a sério por eu ter a aparência do meu jeito. Fico muito grata por ter superado isso. Eu nunca iria querer que alguém sinta que não pode ser quem eles são, e é por isso que fazer algo como o goodDYEyoung [a empresa recém lançada de Hayley de tinta de cabelo] foi tão importante.”

COM ISSO EM MENTE, A RECEPÇÃO DA EMPRESA DEVE TER SIDO MUITO ESPECIAL PARA VOCÊ…

“Realmente tem sido, e honestamente nunca pensei que ela seria tão bem recebida tão rapidamente. Quando eu era nova e ia à farmácia, eu esperava que eles tivessem tinta vermelha que parecesse um pouco rosa, ou uma vibe um pouco laranja, mas nunca ficava dessa forma. Tem sido ótimo, na verdade. Agora, minha avó tem cabelo lavanda e estou vendo crianças que mal tem idade o suficiente para se vestir sozinhos apontando para tintas de cabelo em lojas, e é muito legal ver esse tipo de impressão se tornando muito mais aceita. goodDYEyoung é sobre construir uma comunidade. Eu quero ter uma conversa com as pessoas da mesma forma que fiz com o Paramore. Eu quero que a goodDYEyoung represente positividade e confiança. Eu quero que isso seja sobre empoderar pessoas a ser quem elas são de verdade e se expressar de uma forma saudável, mas ao mesmo tempo, aceitar pessoas da forma que são e do jeito que quiserem ser.”

ESSA CONFIANÇA EM AUTO-EXPRESSÃO SE ESTENDE PARA VOCÊ? NESSE MOMENTO, VOCÊ PODE SE CONSIDERAR CERCADA DE POSITIVIDADE E CONFIANÇA?

“Honestamente, certamente onde o Paramore está agora, tem sido um ano difícil. O ciclo do último álbum foi o mais divertido que tive a minha vida inteira e eu sinto que aprendi muito sobre mim mesma, meus amigos e a música, mas o que realmente aprendi é que você só pode ficar no alto por certo período de tempo. Esse senso de nostalgia pode servir de gasolina por algum tempo, mas não para sempre. Muitas coisas boas aconteceram recentemente – me casar, especialmente – mas também, muitas coisas complicadas. É importante ficar centrada e entender para o que você está vivendo, e se agarrar ao que você é. Em qualquer momento da vida algo pode ser ganhado ou perdido em um instante, e você não pode se apoiar em muitas coisas do lado de fora para se manter feliz. Você tem que buscar a verdade, e agora eu estou fazendo isso. A vida pode ser bem louca às vezes, mas há luz no fim do túnel, e nós voltaremos no final disso. A vida é uma jornada para aprender seu lugar e seu propósito, e descobrir o que realmente vale a pena para você e seguir isso com tudo o que você tem. Isso é algo que eu espero que ninguém – incluindo eu mesma – perca de vista.”

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

 

Publicado por Jeany, arquivado em Notícias.


A redação da Billboard fez uma matéria com uma breve análise da última era da banda e expectativas para o próximo álbum. Confira traduzido abaixo:

O jogo pop é produzido para a estrela solo, porém ainda precisamos do Paramore para nos ensinar como se dar bem.

O último álbum do Paramore foi lançado em abril de 2013 – um álbum homônimo, com 17 faixas feitas após a saída de alguns membros da banda. Hoje em dia, a banda se encontra na mesma situação.

A líder Hayley Williams, o guitarrista Taylor York e colaboradores estão em estúdio trabalhando no quinto álbum do Paramore, sucessor do álbum anterior em que a banda venceu como maior hit no Hot 100. Em março deste ano, a notícia de que o baixista Jeremy Davis (que deixou a banda três meses antes) não estava apenas se separando do grupo, mas também envolvido em uma disputa legal com o Paramore. “Paramore” chegou após a saída de sócios fundadores Josh e Zac Farro , mas espera – o Zac está de volta para um novo recomeço?

“O ano passado foi um ano que, para mim, nunca mais quero viver.”

Isso foi Williams no palco do PARAHOY!, a apresentação mais recente da banda até agora. Alcançando vitórias com o registro do álbum autointitulado, na sequência da disputa Farro parecia ser uma resolução para a crise da meia-idade do Paramore; em vez disso, aqui vamos nós de novo – Davis deixou a banda por conta da insatisfação com seu salário (Williams é o único membro registrado com o selo do Paramore na Atlantic Records). Mas o que é que eles dizem sobre fechar portas e janelas que se abrem? Williams e York estavam andando com Zac Farro ultimamente, e que não há absolutamente nenhuma confirmação de que o antigo baterista está gravando, essas coisas são geralmente compartilhadas em redes sociais oficiais da banda por alguma razão.

A razão pode estar apenas mostrando algumas comidas chinesas, então teremos que esperar pra ver. O superastro Ilan Rubin tocou bateria com o Paramore e apesar de que Aaron Gillespie da banda Underoath foi baterista ao vivo por vários anos, ele esclareceu que é apenas um trabalho ao vivo. Se Zac está de volta com Paramore de alguma forma, é uma grande reviravolta de quando os Farros saíram, com Josh chamando a banda de um “produto fabricado de uma grande gravadora” em 2010. Digno de nota: o guitarrista disse para a Billboard no último novembro que “tudo está bem” com seus antigos companheiros de banda, seguindo um processo de cura que teve um tempo significativo. E enquanto estamos no assunto com rostos familiares, o rapaz de cabelos compridos é Justin Meldal-Johnsen; ele co-produziu o “Paramore” ao lado do York.

O Paramore evoluiu mas nunca realmente se reinventou. Agora, com três anos de idade, o “Paramore” ainda se prende como o álbum mais forte da banda, e não é por causa dos singles. Os refrões de “Still Into You” e “Now” ficam presos n cabeça, mas não é nada que Paramore já não tenha aperfeiçoado. As últimas grandiosidades do álbum são “Part II”, se lançando em um solo glacial quando você acha que a música já acabou, e os dois minutos luminosos que “Last Hope” gasta com sintetizadores de guitarra bem antes do primeiro refrão, a simplicidade de ouvir Williams cantando sobre beber café e ler jornal enquanto arranha um ukulele. Cada música -cada música de estúdio- que o Paramore lançou antes do álbum foi registrado entre três e quatro minutos e meio. Bom do jeito que era, Paramore era uma banda que precisava se soltar, e o álbum de 17 músicas com três interlúdios de ukulele e um falso final de 8 minutos era exatamente o que eles precisavam.

Com isso sendo dito, muito mudou no Paramore nos últimos anos que não precisamos citar. De volta a seu último hit, “Ain’t it Fun” – não tem exatamente os riffs de guitarra enlouquecidos que suas músicas mais famosas possuem, com seu xilofone brincalhão – teve a participação de um coral gospel. Olhe no Top 40 e em rádios alternativas – os dois formatos que mais apoiaram o Paramore – e você verá isso como parte de algo maior. O alternativo (e o alternativo que consegue adentrar no convencional) se apoia menos e menos em guitarras e mais em teclas, sintetizadores, grupos cânticos e batidas folks acústicas. Você pode provavelmente encontrar espaço pra xilofones e corais nesse espectro também. Mas, diferentemente do comum, o Paramore tem uma década de poder permanente. Eles ainda são um dos poucos artistas que conseguem colocar uma música de rock para animar plateias como “Still Into You” e “Misery Business” dentro do Top 40. Não precisa ser sobre se prender a tradição ou ser considerado “roqueiro”; Paramore é uma das poucas bandas que conseguem injetar pop nesse tipo de variedade.

O álbum autointitulado abriu com uma dessas músicas para animar plateias. Bem no início de “Fast In My Car”, Williams proclama que ela e dois amigos –Davis e York– “passaram por momentos difíceis algumas vezes” mas voltaram mais fortes e sábios. O trio acabou diminuindo para dois, e os fãs de Paramore novamente irão buscar em Williams uma fonte de solidez. Ela seria esperta ao falar abertamente sobre o ano turbulento, especialmente nas letras com a mesma dureza que seus registros antigos sobre beber café e ler jornal. Desde a saída de Jeremy os fãs de Paramore ficaram ávidos para apontar que, mesmo como um duo, eles ainda são uma banda; e a luta de Williams para manter a família unida é algo que várias pessoas poderiam tirar algum aprendizado. A guerra do pop é construída para um artista solo, mas nós ainda precisamos que o Paramore nos ensine como chegar lá.

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR
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O trio CHVRCHES lançou hoje, segunda-feira (11), o videoclipe oficial de “Bury It”, uma animação com participação da Hayley! Assista ao vídeo:

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Em uma entrevista por áudio ao idobi.com, Zac contou que está de volta com o Paramore apenas para gravar as baterias e que HalfNoise é a sua banda. Confira:

“Eles me pediram para tocar a bateria no novo álbum deles. Então Hayley colocou isso no Instagram da banda e no site, a verdade é que eu estou de volta só para tocar as baterias para eles no novo álbum enquanto faço minhas coisas na HalfNoise. É isso, e literalmente é só isso agora. Ninguém realmente perguntou, porque eu meio que previ a pergunta, mas eu estou na HalfNoise – essa é minha banda. Eles me pediram para tocar, e foi tipo, “Sim, claro!”. Nós sempre fomos amigos, e sim, é um pouco estranho porque deixei a banda por alguns anos, mas todas essas coisas nem importam mais e não há ressentimentos, está sendo legal e divertido. “

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR
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Na parada da Warped Tour em Nashville, hoje (29), Hayley e Brian O’Connor tiveram sua barraca para promover a Good Dye Young, sorteando tinturas e vendendo camisetas. Veja fotos abaixo:

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Clique nas miniaturas para visualizá-las em tamanho original / Acesse o álbum completo aqui.

Na Warped, Hayley gravou um vídeo para a banda Mirror Eyes:

Someone hacked the gram… #VansWarpedTour @yelyahwilliams @gooddyeyoung

A video posted by MIRROR EYES (@mirroreyesmusic) on

“Oi, sou a Hayley do Paramore. Ouvi falar dessa banda, acho que você deve querer ouvir falar sobre eles também. Eu os conheci numa cafeteria. Eles são incríveis, então, confiram!”

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Após o lançamento da versão de estúdio de “Bury It”, do CHVRCHES com a Hayley, o trio se apresentou na edição de 2016 do festival Bonnaroo, em Tennessee, e Hayley fez uma participação surpresa durante a música. Veja fotos em UHQ e vídeo abaixo:

       ParamorePhotos_com_281129~0.jpg ParamorePhotos_com_281429.jpg ParamorePhotos_com_28129~0.jpg
       ParamorePhotos_com_28229~0.jpg ParamorePhotos_com_28729~0.jpg ParamorePhotos_com_28829~0.jpg
Clique aqui e acesse o álbum completo.

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A revista britânica divulgou, através do Twitter e transmissão ao vivo, os vencedores do Kerrang! Awards 2016, premiação musical anual. Entre os vencedores aparece Hayley Williams eleita como “Tuiteira do Ano”, ganhando dos artistas Jono Yates, Corey Taylor, Mark Hoppus e Becky Blomfield.

“Sua Tuiteira do Ano ééé… @yelyahwilliams”

Siga no Twitter: @yelyahwilliams   @paramore   @paramorebr

 

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Hoje, 9, a nova versão de “Bury It”, do CHVRCHES, foi disponibilizada na BBC Radio 1. No relançamento, Hayley tem participação especial, após já ter cantado ao vivo com o trio no ano passado e no PARAHOY! deste ano. Ouça a música abaixo acompanhada do lyric video oficial:

 

 


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