Revistas - Paramore BR
Publicado por Anna Paula Flores, arquivado em Entrevista, Hayley Williams, Revistas.

http://i2.wp.com/oi57.tinypic.com/2i6nogp.jpg

Hayley Williams e Chad Gilbert estão na capa da edição especial da Alternative Press, a qual, nesta mesma edição, o casal concedeu uma entrevista. Confira a matéria traduzida:

Esse mês, indicada a Artista do Ano, a banda New Found Glory está lançando o remake da pop-punk “Vicious Love“, do álbum Resurrection. Quão doce é a nova versão? Ela conta com a participação da vocalista da banda Paramore, que, também, foi indicada a Melhor Vocalista, Hayley Williams, então, bem doce.  E se você já adquiriu seu ingresso para o APMAs, você verá Williams e NFG tocando-a ao vivo. O guitarrista da banda NFG, Chad Gilbert, e Williams nos contaram sobre a história por trás do single e sobre como a Hayley gosta de tietar os colegas de banda de seu noivo.

Qual a história por detrás dessa nova versão?
Gilbert: A música, originalmente, estava no Resurrection. Eu queria refazê-la, então eu cheguei até a Hayley e disse, “ei, pode me dar uma ajuda em escolher uma voz feminina legal para cantar nessa música?” (Risadas) Ian [Grushka, baixista do NFG] ama Kacey Musgraves e uma vez eu vi um post em que ela disse que a primeira vez que se atirou na plateia foi num show do New Found Glory. Hayley é amiga dela e pensamos “Talvez, nós podemos fazer isso ou…”
Hayley Williams:…e eu [aponta para si mesma, limpando a garganta]
Gilbert:… E eu falei “você? Isso é um tanto quanto óbvio para mim.” Ela disse “não. Eu amo o New Found Glory. Eu quero fazer e eu sei que eu arrasaria.” Então, eu disse para ela “obviamente, eu não vou te dizer ‘não'” – a banda a ama e amamos a voz dela e ela é tão talentosa – e eu acho que [sua contribuição] faz a música especial, pois foi inspirada nela.
A música não é daquelas perfeitas de amor: é fácil ver fotos minhas e da Hayley no Twitter e pensar “ah, eles são perfeitos”. A realidade é que qualquer relacionamento, mesmo que esteja indo bem, não é fácil.
Nós tivemos uma fase em que estávamos constantemente brigando, e eu sinto que quando você está nesse momento, vivendo essa tensão, faz você perceber que a relação vale a pena. Quando as pessoas estão em um relacionamento e começam a brigar – esse estágio sempre acontece – e quando a maioria das pessoas abandona o relacionamento, para nós, foi um momento de aprendizagem. Aprendemos que gostando mesmo um do outro, depois que passamos por tudo.

Mas vocês tem um relacionamento do tipo que você pode chegar e falar algo como “eu não posso falar agora. Estou conversando com o Dave Grohl e o Trent Reznor”, e ninguém vai falar “quem é mais importante, estrelas do rock ou eu?”. “Pessoas normais” levariam isso como uma afronta ao relacionamento.
Gilbert: Totalmente. Eu estava no Shai Hulud quando tinha 14 anos; minha vida inteira me levou a Hayley por causa da música. (…) Uma das razões pela qual nós achamos equilíbrio no nosso relacionamento foi porque nós sabemos que não podemos existir sem fazer o que amamos. Tirá-la de onde ela ama não seria onde ela deveria estar – nem eu. Nós dois queremos as melhores versões do que podemos ser.
Williams: Nós estamos sendo super sortudos por estarmos em bandas separadas, porque quando nos reunimos, tornamos nosso relacionamento mais forte. Quando pessoas não estão vivendo o que elas querem, isso é descontado não apenas em relacionamentos românticos, mas no seu relacionamento consigo mesmo.
Gilbert: [para Hayley] Posso falar para ele?

Williams[sorri] Eu não ligo.
Gilbert: Lembra do cruzeiro Parahoy? Nós não estávamos juntos.
Williams: [risos] Foi horrível.
Gilbert: Estávamos em um barco no oceano por 4 a 5 dias com vários fãs de Paramore me perguntando “cadê a Hayley?” e eu ficava tipo, “ela está ótima”. Nós não contamos pra ninguém porque sempre mantivemos um relacionamento privado. Naquela época vivemos algo como “Vicious Love“.
Williams: Você tem que descobrir quem é sozinho. Sua identidade acidentalmente se torna a própria banda na qual você está por 10 anos. Mesmo se você não estiver numa banda, eu acho que isso ainda pode acontecer quando se perde algo, você fica tipo, “quem sou eu?”

Tem um senso de otimismo nessa música. E você pode se apaixonar ou escrever uma letra como em Querido John pra isso. E as pessoas podem ouvir isso nos APMAs.
Williams: Isso vai ser legal.
Gilbert: Hayley sempre canta melhor ao vivo. É verdade.
Williams: New Found Glory nunca teve um show ruim, mas eu juro que em todo show, Jordan (Pundik, vocalista) vem até mim e fica tipo [imita um cara nervoso] “Ahhh, eu não tenho certeza disso. Ahhh, eu não gosto da minha blusa. Ahhh, minha voz.” [risos] Eu tento ensiná-lo aquecimentos, dou chá ou qualquer coisa. Até quando eles dizem que são ruins, New Found Glory não é ruim de jeito nenhum. Eu amo assisti-los e estar em cima do palco com eles é um bom momento.

Hayley é a maior fã do New Found Glory porque ela tem tempo de animar o vocalista.
Gilbert: Ela nos fez máscaras faciais depois do show na Bélgica. Nós saímos do palco e ela estava tipo, “você tem que provar essas máscaras!”
Williams: [risos] Tentei deixá-los com um rosto mais jovem. Você devia ter sentido a pele deles, ficou parecendo lã depois. Tão macia como a de um bebê.

Hayley Williams, indicada na categoria “Melhor Vocalista”, foi individualmente entrevistada por Jason Pettigrew. Confira a tradução:

Vamos usar a máquina do tempo por um momento e viajar para 2006? Quando vocês tocaram no palco secundário do Taste Of Chaos…

Williams: Isso foi em 2005! [Sorri]

Então, imagine tocar aqueles shows, sozinha, apenas com violão. Se você pudesse falar algo, o que diria para a Hayley de 2005?

Williams: Eu penso muito sobre aqueles dias, pois eu sou uma pessoa super nostálgica e eu amo relembrar. Mas eu nunca imaginaria que, em 10 anos, nós estaríamos ativos. Acho que eu nunca imaginei que estaríamos assim. Especialmente, porque eu era ingênua a ponto de pensar que sempre seríamos cinco, que sempre seria o mesmo, como num filme, só que sem o conflito. [Ri]

Seu sucesso veio gradativamente, mas como os filósofos gostam de frisar, “O caminho é a recompensa”. Ou algo assim.

Williams: Eu gosto, pois eu era otimista por um tempo; Hoje em dia, eu sou bem realista em função da experiência de vida que eu tenho, mas fico super orgulhosa que isso não tenha me influenciado. Em 2015, nós escrevemos uma música que ganhou um Grammy e eu fiquei noiva – coisas imensas que não conversamos sobre, pois achávamos que nos traria má sorte e que não aconteceriam. Fico muito grata que não jogamos a toalha e desistimos do Paramore.

O que você faria se o Paramore não existisse?

Williams: Eu também penso nisso. Agora que eu sei o que sei e que chegamos tão longe, eu me envolvo com outros projetos, como participações em outras músicas ou agora, com o meu amigo Brian – que cuida do meu cabelo e maquiagem na estrada – estamos lançando uma linha de tintas para cabelo. Tudo que eu tenho na minha vida, eu devo ao Paramore. Se eu fosse apenas uma garota de 26 anos, eu não tenho certeza quais seriam os meus interesses. Eles poderiam ser ligados à música, mas em relação aos meus relacionamentos e as pessoas que me moldaram, tudo faz parte do meu mundo com o Paramore.

O que mais você ainda quer fazer como artista? O que está na sua criativa lista?

Williams: Não tenho urgência em lançar-me em carreira solo. Não sinto que a banda sufoque o meu lado criativo. Eu não acho que faria música por conta própria. Eu faço melhor no meio da banda e assim me sinto em casa. Sou muito feliz sempre que estou compondo com o Taylor [York, guitarrista] e o Jeremy [Davis, baixista]. É sempre uma nova sensação de dever cumprido. Tem muitos cantores que eu acho que não são totalmente satisfeitos com o resultado do trabalho deles em grupo, então acabam saindo e buscando a identidade deles por conta própria – e eu nunca senti isso. Eu fico mais curiosa para saber o que o Paramore fará no futuro.

Veja abaixo as fotos que estão presentes na revista:

Photoshoots > 2015 > Hayley e Chad para Alternative Press

paramorephotos_28629.jpg paramorephotos_28529.jpg paramorephotos_28429.jpg

paramorephotos_28329.jpg paramorephotos_28129.jpg paramorephotos_28229.jpg

Clique nas miniaturas para ampliá-las

  Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

Publicado por Renan Pires, arquivado em Outros Artistas, Revistas.


Na última edição da revista Alternative Press, Jack Antonoff, guitarrista da banda fun. e líder do Bleachers, falou sobre “a razão do Paramore ser tão fabuloso” e elogiou a banda desde sua apresentação no palco até cada membro como indivíduo. Confira a matéria traduzida abaixo:

BrAmc_dIQAAs1pS

Scan da página (Clique na imagem para ampliar)

Qual a razão pelo Paramore ser tão fabuloso?

Bem, antes de tudo, eles são uma banda de verdade. Eu sinto que eu posso ouvir todos os elementos da personalidade deles em sua música. Eles são as pessoas mais incríveis do mundo. Há várias pessoas incríveis, mas muito poucos deles estão em bandas incríveis, e isso realmente faz uma combinação muito boa. E em termos de ser uma artista, Hayley Williams está no nível de Michael Jackson. Eu realmente quero dizer isso. Eu não sei se eu posso pensar em outra banda onde eu possa ir para os shows e apenas ficar olhando o tempo todo. Eu não perderia um segundo de um show do Paramore. Eles dão sentimentos simultâneos de uma gigante arena de rock e do que eu imaginaria que seria um bom show dos Gorilla Biscuits. Tem um elemento hardcore muito peculiar lá; Eu acho que o jeito que a Hayley se apresenta, se conduz no palco e interage com a plateia, te faz se sentir como se tivesse realmente uma coisa hardcore de Nova York acontecendo. Qualquer banda que tem a capacidade de trazer esse tipo de energia em uma arena é a melhor coisa do mundo. Eles fazem uma arena parecer com um clube, que é o objetivo de qualquer grande banda. No final das contas, não há uma banda melhor ao vivo.

Além do show deles ao vivo, eles continuam se impulsionando cada vez mais em seus álbuns. O Paramore não parece com nada que veio antes deles. Não há nada mais animante do que assistir uma banda surgir e depois imaginar: “Onde que isso vai parar?“. Eles não tiveram medo de se tornarem grandes e ter uma plateia gigante, mas eles nunca deixaram a arte deles sofrer. E isso que é importante. Bandas que não têm medo de serem grandes mas que não têm medo de fazer um trabalho interessante são vitais.

Meu momento favorito com o Paramore? fun. esteve em tour com eles na Europa em 2010. Estivemos em Liverpool, na Inglaterra e Nate Ruess invadiu o camarim deles ou algo assim, e Hayley correu para ele e tacou sua tinta de cabelo vermelho na cabeça dele, e ele teve que ficar com o cabelo manchado de vermelho naquela tour. Eu sempre me lembro disso com carinho.

Tradução e adaptação: Equipe do Paramore BR

 

Publicado por Angelica, arquivado em Listas, Revistas.

10321555_740254442685515_491316478551413226_o
A revista Kerrang! criou uma lista com os “50 Maiores Rockstars do Mundo na Atualidade” e Hayley Williams está ocupando a 32ª posição! A lista também conta com artistas como Pete WentzDave Grohl, Taylor Momsen, Billie Joe Armstrong, Jared Leto, Lzzy Hale Brendon Urie. Confira o que a revista diz sobre a vocalista:

32. HAYLEY WILLIAMS
Ano passado: 17
A magnífica poderosa Miss Williams desceu para a 32ª posição, da 17ª, no ano passado, talvez porque o Paramore não esteve muito em nossas costas nos últimos tempos. Claro que eles fizeram uma incrível turnê em arenas, mas não trouxeram o PARAHOY! para o Reino Unido (o que teria sido perfeito no Mersey). Paramore também não respondeu a nossa petição para trazer a sua MONUMENTOUR com o Fall Out Boy pra cá. Ainda assim, a turnê pelo Reino Unido no ano passado (e a sua cativante música para dançar, “Stay The Night“, com o Zedd) significa que Hayley ainda está detonando! E será que ela vai ser ainda melhor depois de provar que pode ser headliner do Reading & Leeds em agosto? (Sim).

A primeira posição ficou com o baixista e cantor da banda Motörhead, Lemmy.
Confira a lista completa clicando aqui.

Publicado por Angelica, arquivado em Entrevista, Notícias, Revistas, Taylor York.

30
A nova edição da revista Alternative Press traz uma página dedicada a Taylor York, que conta com uma curta entrevista do guitarrista. Confira:

O que te inspira a tocar guitarra?

“O desejo por movimento. Eu quero fazer música e escrever partes que estimule movimento para ambos o corpo e para a alma. Eu quero que as pessoas batam suas cabeça e dancem. Eu quero que as pessoas sintam algo que possa movê-las em direção a esperança ou alegria ou qualquer coisa que seja o que elas precisem. É isso o que eu desejo da música, e eu amo a ideia de que eu possa fazer parte em trazer isso para os outros.”

Tradução e adaptação: Equipe do Paramore BR.
Créditos: @HerNameIsComet

Publicado por Redação, arquivado em Revistas.

paramore diy
A nova edição da revista inglesa DIY, traz uma matéria sobre a trajetória do Paramore no Reading & Leeds Festival, onde falam sobre os 3 shows já realizados pela banda no festival e o lugar de destaque que eles terão na edição desse ano:

As coisas estão melhorando
Não é sempre que o único caminho é o melhor, mas é onde Paramore está interessado. 2014 marca a primeira vez que eles vão estar fechando o Reading & Leeds, mas eles são praticamente veteranos.

2007 – De volta para onde Paramore só tinha dois álbuns em seu nome, eles abriram o palco principal com estilo e facilidade. Sua visita de estreia ao festival, o primeiro set do dia estava cheio com músicas de seu assombroso segundo álbum ‘Riot!’, fresquinho desde o lançamento que havia acontecido apenas dois meses antes, o qual sem dúvida embalou pop o suficiente para acordar apostadores.

2010 – Fazendo um retorno triunfante ao palco, dessa vez a banda (ainda com 5 membros) de Nashville seguiu Rivers Cuomo da Weezer e sua dança na lama. Indo com uma alta dosagem de seus melhores hits até então — incluindo aqueles de seu álbum número um ‘Brand New Eyes’ — eles provaram ser futuras estrelas na indústria.

2012 – Após uma volta, de certa forma inesperada, em 2011, foi no Reading & Leeds que a nova paramore escolheu fazer sua estreia no Reino Unido. A banda, de agora 3 membros (e fãs), teve um pouco de resistência da plateia, mas só durou até que umas notas da música de abertura de ‘Brick By Boring Brick’ fossem tocadas para que eles tivessem a multidão de volta ao seu lado.

2014 – As estrelas se alinharam e a hora é finalmente essa: Paramore vai ganhar seu lugar de direito entre as outras atrações. Ainda não se tem certeza do que esperar, mas se sua recente travessura — você sabe, sair em um cruzeiro e tudo mais — é alguma coisa para se seguir, essa vai ser uma baita ocasião especial

SCAN:

Tradução e adaptação: Equipe do Paramore BR.

Publicado por Renan Baiocco, arquivado em Entrevista, Hayley Williams, Revistas.


Hayley Williams cedeu uma entrevista para a edição de dezembro da revista inglesa Kerrang!, onde falou sobre o processo de gravação do quarto álbum, o que inspirou a banda para a utilização do ukelele e o que ela pediu para o Papai Noel. Leia:

ALERTA DE SPOILER!
Hayley Williams esta prestes a te contar o que acontecerá em “The Walking Dead”!

Kerrang!: Como foi gravar um álbum depois de uma pausa tão longa?
Hayley: Foi como se estivéssemos gravando nosso primeiro álbum de novo. Só que dessa vez nós tivemos a experiência de estar no estúdio, então eu senti que voltamos mais confortáveis. Fazia muito tempo que eu não acordava tão animada para “ir ao trabalho”… Foi realmente um momento muito bom para nós.

Kerrang!: Vocês estavam preocupados em ter quer conseguir o mesmo sucesso que tiveram com o álbum anterior, lançado em 2009, o “Brand New Eyes”?
Hayley: Claro. Nós sempre queremos fazer melhor do que já fizemos. Entretanto, o mais importante é que nós sempre acreditamos em tudo que fazemos. Quando nós finalmente já tínhamos alguns demos para o novo álbum, nós sabíamos que estávamos no caminho certo, e ficamos muito animados com as músicas. Nós acreditamos nessa banda, mas agora do que nunca, e isso é algo que nem sempre fomos capazes de dizer.

Kerrang!: Também há “Ukelele Crazy” (um tipo de pandeiro) nesse álbum, o que inspirou vocês a usá-lo?
Hayley: Nós conhecemos o ukelele depois de fazermos nosso primeiro show no Hawaii, nós estávamos com o Hellogoodbye lá, e o Taylor tocou ukelele no palco com eles. Quando voltamos de lá ele trouxe um com ele, e enquanto estávamos compondo ele se tornou algo como “precisamos” colocar isso em alguma música. Tinha um som tão animado e nos deixava menos estressados enquanto estavam escrevendo.

Kerrang!: E agora que a pressão acabou e você pode, finalmente, descansar. O que está na sua carta para o Papai Noel?
Hayley: Tudo que eu quero são alguns dias de folga (risos). Nem acredito no quantos estivemos ocupados! É uma benção, mas eu sinto que meu corpo esta começando a se revoltar. Eu preciso de um tempo com a minha família; especialmente com minhas irmãs. E esse será o tempo mais longo que terei com meu namorado, desde a primavera. E também se Papai Noel pudesse escrever para Hershel voltar para a última parte dessa temporada de “The Walking Dead” seria ótimo, valeu cara.

Tradução e adaptação pela Equipe do Paramore BR.

Publicado por Lívia Rocha, arquivado em Entrevista, Revistas.

diydiy2
Paramore é capa da edição de outubro da revista inglesa DIY, que traz uma matéria, entrevista e photoshoot inédito da banda. Confira a tradução, scans e o photoshoot abaixo:

Photoshoots @ DIY Magazine

     

O que não mata, fortalece. Por um tempo, o futuro deles era incerto, mas olhe para eles agora: o enorme sucesso do novo álbum está deixando os “haters” com raiva. Não é só uma banda… Isso é Paramore

Para o Paramore, a última década foi longe de ser fácil. Nascido num mundo voltado pelo “pop-rock” e “Fueled By Ramen”, o jovem quinteto de Nashville começou sua carreira já nos holofotes. Daquele momento para frente, as coisas só foram aumentando. Quando a líder, Hayley, completou 21 anos, eles já tinham lançado seu terceiro álbum de estúdio, dois deles receberam certificado de platina pelas vendas mundiais.

Passando a maior parte da adolescência na estrada, sua juventude foi bem documentada nas críticas, entrevistas e ensaios fotográficos, todos seus passos foram gravados. Tudo colocado na internet, postado em revistas e em pacotes condecorados para serem colocados nas prateleiras das lojas de cd. Na maioria do tempo, isso era tudo que eles queriam, mas então – em algum ponto – tudo começou a desandar.

O interessante sobre eles é que eles estão acostumados com mudanças. Foram forçados a crescer e tinham acabado de perder três membros (arrependido, o baixista Jeremy Davis não se foi por muito tempo). Por um tempo, eles conseguiram se manter, mas no final de 2010 as coisas começaram a desmoronar ao seu redor.

O que aconteceu foi a muito comentada saída de Josh e Zac Farro que tentaram desfazer a ideia da vocalista Hayley Williams de que Paramore ainda era uma banda. Mas ao invés disso acabar com eles, apenas os deixou mais fortes, lhes garantindo a possibilidade de um novo começo. O resultado: um dos melhores álbuns desse ano.

“Em todo álbum tem que haver uma mudança”, diz Taylor York. Amigo da banda há anos – ele participou da composição do single de estreia “Conspiracy” – finalmente se juntou à banda oficialmente como guitarrista adicional em 2007. Mas foi só recentemente que o processo começou a ficar mais colaborativo. “Tinha que haver uma mudança e uma evolução, especialmente na nossa situação, não conseguiríamos replicar o que fizemos no passado. De várias maneiras, fomos forçados a conhecer um novo território.

“De início estávamos relutantes em relação a isso. Achávamos que o caminho do sucesso era fazer aquilo que já tínhamos feito, mas percebemos que era preciso ultrapassar nossos limites e explorar coisas novas. Foi muito assustador mas também libertador. Escrevemos música nas quais realmente acreditamos. Foi uma experiência sinistra e libertadora ao mesmo tempo.”

Indo contra às regras, a banda – agora um trio – começou a trabalhar com o baixista Beck e o produtor da M83 Justin Medal-Johnsen, quem os encorajou a tentar coisas novas. Abandonando sua antiga estrutura e passando por um longo processo de bloqueio criativo, Williams finalmente encontrou confiança para fazer o que era preciso e escrever músicas das quais ela gostava.

“Em ‘Still Into You’ levei um susto comigo mesma quando estava escrevendo e sugeri a melodia e a letra do refrão”, ela ri. “Os versos não me assustaram; na verdade me empolgou. Era meio “saltitante” e soava como “new wave”, ainda era meio “pop” e “grudento”, mas o refrão… Eu fiquei tipo, “Isso é demais para uma música do Paramore. É muito pop!”. Taylor perguntou “Bem, você gostou?” e eu “Eu amei!”. E foi isso. Foi aí que deixamos de nos preocupar. Depois disso acontecer mais de uma vez, percebi que devia parar de questionar, acho que faz parte de crescer.

“Nos últimos anos foi tudo sobre aceitar o que a gente ama. Cresci ouvindo NSYNC e Britney Spears e eu não ligo! Continuo sendo de uma banda que eu acho irada. Tudo isso só me fez ser a pessoa única que eu sou. E as coisas que Jeremy ouvia – ele cresceu ouvindo muito hip hop – não acho que algum de nós cresceu ouvindo punk rock. Ninguém ouve Black Flag já no útero. Acho que amadurecemos e percebemos isso; ‘É estúpido ser pretensioso em relação à música’ você simplesmente gosta do que gosta, e se você ama, quem liga?”

Isso é o que reforça o guitarrista Taylor York: ser capaz de aceitar suas influências e usá-las para aumentar seus horizontes. “Foi estranho terminar uma música e pensar ‘Isso é muito pop. É meio “desajeitado” e Jeremy fazendo essas batidas no baixo mas simplesmente amamos.’. No final do dia, tudo que podemos fazer é escrever músicas nas quais acreditamos. Quando estamos no palco, ou as pessoas acreditam, ou não, então fizemos músicas que realmente apoiamos. Foi muito bom saber que conseguíamos fazer outras coisas. Antes, podíamos esboçar nossas influências, mas jamais mostrar para as pessoas.”

Com uma mudança drástica na dinâmica do grupo, haviam preocupações de que as coisas nunca mais seriam as mesmas no estúdio. Mas isso não foi a única coisa com a qual eles tiveram que competir; passar por um rompimento foi difícil e, pela primeira vez na carreira, eles perceberam que tinham que ir mais devagar. “O tempo que passamos longe foi pela nossa sanidade” diz Williams. Depois que saíram as notícias, no final de 2010, a banda foi pra casa. Passou-se então 1 ano até que eles começassem a trabalhar no seu álbum. “Foi duro. Tínhamos que ser nós mesmos pela primeira vez.”

“Tivemos que aprender como ser pessoas normais” diz Jeremy, “Passar tempo com nós mesmo e aceitar quem somos. Era algo que a gente precisava naquele momento. Dar uma acalmada foi muito importante.”

“Colocamos muita pressão em nós mesmos”, diz Taylor, “e sentimos a pressão externa também. É esquisito termos precisado ficar longe por um tempo, mas ao mesmo tempo, você começa a pensar sobre sua carreira. ‘Estamos longe há muito tempo, será que vão esquecer de nós?” (mais…)

Publicado por Redação, arquivado em Revistas.

paramorediy
Paramore é capa da edição de outubro da revista inglesa DIY, que traz uma entrevista com o Paramore, além de um photoshoot exclusivo feito durante a passagem da banda pelo Reino Unido semanas atrás.

A edição falará sobre o retorno da banda ao Reino Unido, o desafio que tiveram para criar o autointitulado, sobre o que a banda aprendeu nos últimos e turbulentos três anos, como foi deixar de ser um quinteto e virar um trio. “É estúpido ser pretensioso Se você ama, quem liga?”, disse Hayley em entrevista a revista.

Clique nas miniaturas para conferir a capa e uma foto promocional da revista:

diy diy2

Publicado por Redação, arquivado em Entrevista, Revistas.

rock sound
A nova edição da revista Rock Sound traz o Paramore em destaque em uma matéria/entrevista com Hayley intitulada de “Crescendo, mas não envelhecendo.” Confira abaixo a tradução da matéria e os scans da revista:

Scans: Rock Sound (Setembro)

     

Nos primeiros seis meses desde o lançamento de seu quarto álbum “Paramore”, Hayley Williams, Jeremy Davis e Taylor York viajaram mais de 50.000 milhas e fizeram 53 shows em 25 países, o que é mais do que a maioria das pessoas vai viajar em uma vida inteira.

Enquanto eles viveram em saguões de aeroportos e hotéis e camarins de paredes brancas, “Paramore” liderou a lista de álbuns em 13 países (incluindo seu primeiro Nº1 na Billboard nos EUA) e ingressos foram vendidos aos milhares para os shows da banda ao redor do mundo. Mais importante, entretanto, é que o Paramore cresceu: mentalmente, fisicamente e emocionalmente.

Quatro meses antes de o álbum ser lançado, Hayley completou 24 anos e Taylor 23; dois meses depois, Jeremy fez 28. O clichê diz que se cresce na adolescência, e por volta de 21, 22 anos, você tem que cuidar de si mesmo e conhece a verdade sobre a vida, mas isso não é completamente verdade. Ninguém sabe como agir ou o quê fazer no momento exato (pergunte a seus pais se eles já desvendaram a vida, e se eles disserem “sim”, são mentirosos) – e isso é tão verdade para esses três como o é para qualquer um. O lançamento de “Paramore” foi como se formar na escola ou universidade – só porque você colocou o chapéu de graduado e ganhou um papel, não significa que você sabe o que qualquer coisa dessas signifique, você tem que juntar as peças por conta própria – e o Paramore é uma história de crescimento que continua sendo escrita. Então como os últimos seis meses tem sido para a banda? E o que 2013 tem ensinado a Hayley, Taylor e Jeremy até agora sobre eles mesmos?

Enquanto a aclamação inicial dos fãs e do mundo todo apoiou o “Paramore”, foi o primeiro álbum do Paramore que pode ser considerado um verdadeiro crescimento. O que é mais difícil de se acreditar é o quanto Hayley se doa em cada uma das dezessete músicas. O álbum é contundente – se é o refrão de “Grow Up” em que Hayley diz “Alguns de nós têm que crescer de vez em quando/ então, se for preciso, eu vou te deixar para trás”, ou ‘Anklebiters’, onde ela brada “Tente se lembrar como era/ dar os seus próprios passos” – sua língua está chicoteando o tempo todo. Mas a amargura não é direcionada a ninguém em particular. “Tem muita autocrítica porque eu me cobrava muito de mim mesmo nos dois anos que gastamos fazendo o álbum,” Hayley confessa. “Eu me senti como se estivesse tentando fazer eu mesma crescer. Não de uma forma em que eu não quisesse mais ser uma criança, mas eu precisava aprender como a relevar as coisas e a não me apegar muito. E isso foi um processo. “Não é como se eu agora fosse perfeita e cem por cento feliz – eu definitivamente ainda tenho minha próprias batalhas – mas esse álbum foi muito sobre aprender a colocar um pé na frente do outro e não mais tanto para trás.”

“Eu costumava me sentir culpada pelo o que era o tempo todo. Ou isso era coisa da minha cabeça ou era porque não aceitava quem eu era, e eu me sentia mal com isso. Quando sua mente adquire um padrão em qualquer coisa, é mais difícil quebrar isso. A coisa mais importante que aprendi foi a discernir melhor quais vozes eu daria ouvidos e a quais opiniões eu daria valor. Agora, eu me sinto mais nos trilhos com relação a alguns sonhos que tive quando garotinha, antes de eu sequer saber o que é deixar as opiniões dos outros me afetarem. (mais…)

Publicado por Redação, arquivado em Revistas.

A Rock Sound divulgou a capa da edição de setembro da revista que trás o Paramore em destaque e uma matéria intitula “Growing Up, but no Growing old” (Crescendo, mas não envelhecendo). Confira a capa:

Paramore na rocks sound

“Eu costumava me sentir culpada sobre quem eu era…”

A revista chegará às bancas no dia 11 de setembro, porém não é comercializada no Brasil.


Paramore BR 2011 - 2015 - Direitos reservados.