Revistas - Paramore BR
Publicado por Jeany, arquivado em Entrevista, Notícias, Revistas.


A nova edição da revista Kerrang! traz páginas especiais de entrevistas com os irmãos Farro, ex integrantes do Paramore desde 2010, nas quais a banda é mencionada. Confira as perguntas e respostas traduzidas abaixo.

UMA AUDIÊNCIA COM OS IRMÃOS FARRO

PARTE I: ENTREVISTA COM JOSH

É verdade que você não vai tocar nenhuma música antiga da sua carreira?
Josh: Sim, eu acho que a razão disso é o meu foco principal para a minha carreira no momento. Eu quero que as pessoas escutem as músicas e eu acredito nisso tão fortemente que isso pode ser suficiente. Eu não quero tocar mais nada além disso. Talvez eu possa fazer um cover, aleatoriamente. Mas eu acredito na Farro [sua atual banda] muito fortemente – Eu quero que o foco seja isso, e nada do passado.”

Como você se sentiu com o Zac voltando ao Paramore?
Josh: Não sei se ele está mesmo de volta, se ele está, esqueceu de me contar (risos)! É demais, quando ele me disse, pensei “Ótimo! Ele é o melhor baterista que eu conheço então é inteligente da parte deles tê-lo chamado!” Vai ajudar a deixar o novo álbum deles ainda melhor.

Há alguma chance de voltar ao Paramore um dia?
Josh: Ah, como diz Justin Bieber, “nunca diga nunca”, mas neste momento eu diria que não. No entanto, nunca se sabe o que o futuro reserva, essa é a beleza da vida. A gente planeja um certo caminho e na maioria das vezes, ela nos leva pra direção oposta. Então não estou dizendo que não!

Ficamos contentes de saber que vocês estão se falando novamente…
Josh: Sim, verdade. É um alívio. Ninguém gosta de viver com rancor. É sempre bom fazer as pazes com quem te fez mal ou a quem você fez mal, é ótimo não ter mais treta com ninguém! Foi uma das melhores coisas que me aconteceram, pra falar a verdade. É como se tivessem quebrado as correntes que me prendiam. Todo esse tempo levou o rancor embora. É um sentimento muito gratificante.

PARTE II: ENTREVISTA COM ZAC

HalfNoise soa muito diferente do Paramore, tem uma vibe mais indie pop. De onde vem essa influência?
Zac: depois de 8 anos tocando com o Paramore, quando eu saí, quis fazer algo que realmente fosse diferente. Eu não escrevo músicas punk rock ou pop punk. Tenho orgulho do meu passado e ainda escuto esses gêneros, mas no meu próprio som tem uma ponta de Tame Impala, Washed Out e The Flaming Lips. Esse sempre foi meu forte, é isso que eu curto.

Você e seu irmão deixaram o Paramore ao mesmo tempo – Como aconteceu de vocês não fazerem mais músicas juntos?
Zac: Nós estávamos pensando nisso, mas eu estava viajando e a distância me impossibilitaria de estar com ele para compor e gravar, então não deu certo. Quando voltei da Nova Zelândia ele já estava indo ao estúdio com seu projeto Farro, acabei tocando as baterias para ele. Nós seremos irmãos para sempre, eu tenho certeza que terá algo no futuro que poderemos fazer juntos.

Era um assunto delicado, e agora você está gravando as baterias do novo álbum do Paramore. Como isso aconteceu?
Zac: Bem, isso aconteceu porque todos nós ainda moramos em Nashville, é uma cidade bem pequena e nós ainda temos os mesmos amigos – especialmente Taylor e eu. Somos amigos desde que eu tinha 11 anos, e tem aquele vazio de quando você não tem mais seu melhor amigo e é tipo “Bem, então… Qual a razão? Precisamos consertar isso.” Então um dia nós tivemos uma grande conversa e as coisas simplesmente se ajeitaram. E acabamos todos saindo juntos – Hayley também. Taylor tocou guitarra em alguns shows da HalfNoise e começamos a sair novamente. Minha relação com ambos é agora melhor do que nunca. Então, sim, eles não tinham um baterista para o novo álbum e pareceu natural para eles me pedirem. Está sendo muito bom.

É muito bom ouvir isso. Você tem planos de se juntar oficialmente à banda novamente?
Zac: Isso não está em minha mente, para ser sincero, só porque eu não quero esperar isso. É que o Paramore é uma banda muito conhecida, e eles são muito ocupados, então isso naturalmente me faria deixar minha banda de lado e eu estou tão orgulhoso do que estou fazendo agora. Obviamente isso seria uma coisa incrível a se pedir, mas veremos.

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

Publicado por Jeany, arquivado em Entrevista, Hayley Williams, Revistas.

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“A estrela do Paramore que inspirou toda uma nova geração continua forte” é o título da entrevista concedida por Hayley à Rock Sound Magazine deste mês (7), que também traz a vocalista na capa.

Rocksound - Issue 216 - Summer 2016(Clique aqui e veja o photoshoot completo da foto acima, por Lindsey Byrnes)

Confira abaixo a tradução da conversa que tem como assunto mulheres no cenário do rock atual, sua influência e mais!

A ESTRELA DO PARAMORE QUE INSPIROU TODA UMA NOVA GERAÇÃO CONTINUA FORTE

Quando falamos de figuras importantes no mundo rock, é difícil achar uma pessoa mais adequada para o termo que Hayley Williams. Por mais de uma década, a vocalista de 27 anos possui uma das vozes mais fortes, tanto literalmente quanto figurativamente. Enquanto o sucesso do Paramore é garantido – quatro álbuns e diversos milhões de vendas, numerosas turnês em arenas e atração principal de múltiplos festivais que levaram a banda para o topo – é o que Hayley é responsável fora da música que ela e sua banda criam que a vemos no topo Rock Sound 50. Desde o lançamento do álbum de estreia do grupo, ‘All We Know Is Falling’ 11 anos atrás, a influência individual de Hayley cresceu tão rapidamente quanto a imagem do Paramore. Inspirando uma geração inteira de jovens de todos os gêneros, sexualidades, cores e crenças, há muito tempo a sua mensagem tem sido apenas uma; de abraçar quem você é de verdade e não ter medo de se destacar em um mundo que costuma desdenhar de quem ousa ser diferente. Possivelmente mais importante, ela mudou a forma como a comunidade rock vê as mulheres, expondo quase sozinha o sexismo e misoginia e instigando confiança e convicção em milhões de mulheres jovens – algumas dessas ocupam o mesmo gráfico que ela – que elas podem também viver os seus sonhos, livres de qualquer preconceito ou idiotice mesquinha. Com a sua recém lançada empresa de tinta de cabelo, goodDYEYoung, dando a pessoas uma plataforma ainda maior de expressão e individualidade, a sua influência tanto musicalmente quanto culturalmente significou que, para nós, só poderia haver um vencedor. Nessa entrevista exclusiva com ela própria, nós fomos até o fundo do que significa ser influente em 2016, suas experiências de crescer em um mundo dominado por homens e, mais importante, o que o futuro reserva para Hayley e sua banda…

PARABÉNS POR CHEGAR AO TOPO DO ROCK SOUND 50! COMO VOCÊ SE SENTE POR SER A PESSOA MAIS INFLUENTE NO ROCK?

“Ah, cara… É incrível! E eu não falo só por falar. Eu estive a frente dessa banda por 12 anos, mas ganhar qualquer tipo de prêmio como pessoa e vocalista, e saber que as pessoas foram impactadas pelas coisas que eu fiz como um ser humano é incrível. Eu estou honrada.”

O QUE INFLUÊNCIA SIGNIFICA PARA VOCÊ, E VOCÊ AINDA ACHA ESTRANHO QUE QUALQUER UM CONSIDERARIA VOCÊ INFLUENTE?

“Sinceramente, eu acho. O que é louco é que as pessoas dizem que você as influenciou, ou que você é a heroína delas, e você instantaneamente vai para lugares na sua mente onde você se vê exatamente como elas. Eu me conheço, e sei que sou uma pessoa com problemas igual a qualquer outro. Eu ainda tenho coisas que luto na minha mente e em meu coração. Fico lisonjeada de saber que consigo me conectar com as pessoas dessa forma – mesmo trazendo tanta pressão – mas vale a pena por essa conexão e o senso do real.”

VOCÊ SE LEMBRA DA PRIMEIRA VEZ QUE ALGUÉM DE CHAMOU DE INSPIRADORA OU INFLUENTE, E COMO ISSO FEZ VOCÊ SE SENTIR?

“Na época do MySpace, 11 ou 12 anos atrás, nós respondíamos todas as mensagens que recebíamos. Quando as coisas começaram a crescer e as mensagens chegaram mais rápido, isso obviamente ficou mais difícil, mas eu me lembro do início. Algumas pessoas se lesionavam, outros lidavam com problemas psicológicos, mas eles nos disseram que nossa música, e em alguns casos as minhas letras, os ajudavam a lidar com seus problemas e os superaram. Aquilo era bem pesado. Ver a letra da nossa música ‘Emergency’ – a parte que diz “There scars they will not fade” (as cicatrizes não irão sumir) – tatuado no pulso de uma garota com cicatrizes de cortes quebrou o meu coração. Eu nunca lidei com automutilação em toda a minha vida. Fiquei deprimida e tive problemas que pensei que nunca iria resolver, mas esse foi um nível totalmente diferente. Ver alguém dizer que eles passaram esse momento da vida e marcar isso com as palavras que eu escrevi era bem pesado.”

TESTEMUNHAR ESSE TIPO DE IMPACTO FOI ALGO QUE VOCÊ CONSEGUIU SE ACOSTUMAR?

“Eu não acho que isso seja possível. Isso nunca deixa de ser gratificante. Nós crescemos com muitos fãs, em certo ponto. Eu acabei de encontrar com uma garota que se chama Grace, em Nashville, que eu conheço desde que tinha 16 anos. Ela e seus amigos vieram para um dos nossos primeiros shows em Buffalo, Nova Iorque, e tivemos uma conexão desde então. Nós temos a mesma idade, então fizemos várias coisas ao mesmo tempo e meio que dividimos nosso caminho para a vida adulta. Eu a vi algumas vezes por ano em shows e ela me dizia todas essas coisas da sua vida – seu primeiro emprego, seu primeiro namorado, seu primeiro apartamento – e para mim, isso era tão significativo e impactante quanto qualquer outra coisa. Realmente significa o mundo para mim dividir essa conexão com outras pessoas.”

PROVAVELMENTE É MAIS FÁCIL PARA AS PESSOAS ESQUECEREM O QUÃO JOVEM VOCÊ É GRAÇAS AO PARAMORE ESTAR NA MÍDIA A MAIS DE UMA DÉCADA. ESSAS RESPONSABILIDADES E EXPERIÊNCIAS QUE VOCÊ TEVE QUE CRESCER LIDANDO DESDE A ADOLESCÊNCIA, JÁ QUE MUITOS LIDAVAM COM VOCÊ COMO UMA ADULTA…

“Absolutamente. Eu tive um perfil de banda no MySpace antes mesmo de ter um perfil pessoal, e minha primeiro Warped Tour foi quando eu toquei lá. Todas essas experiências que eu esperava ter como uma garota do ensino médio, acabei tendo como uma pessoa com muito mais responsabilidade. É definitivamente estranho, mas também tem seus pontos positivos. Quando se tem aquela idade você não vê o que está fazendo como um trabalho, e sim um hobby que você faz o tempo todo com seus amigos, mas a certo ponto a realidade chega até você. Eu não tive uma vida normal de ensino médio e várias pessoas me perguntavam se eu sentia que estava perdendo alguma coisa, mas, honestamente, eu nunca senti que estava. Eu conheci todas essas pessoas maravilhosas da minha idade ao redor do mundo e estava trabalhando em coisas que me orgulhavam – eu não entendia como isso poderia ser considerado que eu estava perdendo alguma coisa.”

VOCÊ TEVE QUE APRENDER LIÇÕES E ERRAR AO CRESCER EM PÚBLICO. O QUÃO DESAFIADOR ISSO TEM SIDO?

“Ao ser uma escritora, especialmente, é difícil decidir o que vai embora e o que fica, e com o Paramore, tipicamente, muitas coisas têm de ficar de fora. Eu guardo algumas coisas no meu coração quase como um combustível, mas na maior parte todos os meus erros e todas as coisas que eu me envergonhava, e toda a dor que eu senti ou possa ter causado… isso acaba saindo. É difícil se abrir para o mundo e ainda assim manter segredos. Eu aprendi isso da forma difícil porque tem algumas coisas que eu vivenciei, e algumas coisas que eu falei sobre abertamente, e então tive que me tocar, tipo “Oh meu deus, estou falando sobre a vida real aqui, isso não é um jogo”. E normalmente estou falando sobre pessoas reais e coisas reais que aconteceram, e algumas vezes é difícil manter isso em segredo. Ter o seu diário lido pelo mundo é difícil, mas também me permitiu manter os pés no chão e ser realista. Eu espero que consiga inspirar pessoas a relatar desses sentimentos e experiências, e que isso, de alguma forma, consiga ajuda-los a lidar melhor com as coisas por ter me visto lutando com elas também. Eu espero que, ao me ver aprendendo lições publicamente, isso ajude os outros a passar pelas mesmas coisas.”

EM TERMOS DE PERCEPÇÃO DE MULHERES NO CENÁRIO ROCK, VOCÊ TEM UM IMPACTO AINDA MAIOR DO QUE QUALQUER OUTRA PESSOA NA DÉCADA. ESSA INFLUÊNCIA É ALGO QUE VOCÊ SE DEIXA TER CONHECIMENTO?

“De certo jeito e ponto. É incrível, obviamente, mas também é difícil de aceitar esse tipo de crédito. Eu me lembro de ler uma entrevista com Lynn [Gunn] do PVRIS em que ela estava falando sobre ir a um show do Paramore quando criança, e depois disso, decidiu que estar em uma banda era o que ela queria fazer, e me ver fez ela acreditar que ela realmente poderia fazer o mesmo. É um elogio incrível e um sentimento melhor ainda porque é algo que eu me relaciono totalmente. Eu me lembro de ver bandas como No Doubt e Garbage quando estava crescendo – bandas com mulheres fortes e confiantes – e sentir que essas pessoas tinham mais em comum comigo do que qualquer outro que eu conhecia na escola. Eu olhava para eles e pensava, “eu posso fazer isso, eu tenho isso em mim”. Ser capaz de causar esse tipo de impacto em outra pessoa é incrível, especialmente porque teve um tempo em que quase não víamos bandas com vocalistas mulheres, ou até mesmo membros de banda femininos. Pode parecer absurdo, mas mulheres no cenário rock é algo relativamente novo. Foi apenas nos últimos anos que as pessoas pararam de ver mulheres no palco em uma banda de rock como algo diferente.”

CRESCER EM UM CENÁRIO DOMINADO POR HOMENS FOI ALGO DIFÍCIL?

“Eu não acho que eu percebi isso até ver o quão solitária eu me sentia quando adolescente. Eu cresci sem garotas ao meu redor em termos de companhia ou amizade – eu tive que correr bastante atrás disso quando passei dos 20 – e eu tive uma visão pouco saudável dos meus relacionamentos com garotas. Eu nunca tive a chance de ver minhas amigas todo dia na escola, ou trabalhar em um emprego cercado de outras mulheres. Mas se as pessoas acreditam que qualquer coisa que eu fiz ou conquistei mudou essa circunstância para outros, é incrível. Eu agradeço a qualquer um que acha isso.”

LYNN GUNN E JENNA MCDOUGALL RECENTEMENTE FALARAM O QUÃO POSITIVO PARA AMBAS É TER A COMPANHIA UMA DA OUTRA NA ESTRADA E A IMPORTÂNCIA DE TER ESSE TIPO DE AMIZADE EM TURNÊS. COMO VOCÊ SE SENTE AO VÊ-LAS TENDO ALGO QUE VOCÊ NUNCA PODE TER?

“É algo incrível de ver, e também é incrível saber o momento que elas dividem. Há muitas mulheres indo bem, fazendo arte e tendo reconhecimento totalmente merecido. Eu não gosto de pensar que sou responsável por qualquer outra coisa a não ser as músicas do Paramore, mas se essas pessoas tiraram inspiração de algo que fiz é incrível. O que é mais legal ainda é que agora irá ter uma geração de jovens mulheres que estão sendo inspiradas por Lynn e Jenna. Quando eu estava começando em uma banda tive que tirar inspiração de homens, porque não havia mulheres o suficiente ao redor. Eu tive que observar os músicos homens que eu admirava e pensava, ‘acho que consigo fazer isso tão bem quanto eles’, mas tive que dar o meu próprio jeito para me relacionar a eles. Há muitas mulheres jovens agora que possuem muito mais para se inspirarem e isso só pode ser algo positivo.”

LONGE DA MÚSICA, VOCÊ TAMBÉM TEM SIDO MUITO INFLUENTE EM TEMOS DE MODA E ESTILO, COMBINADO COM UM FORTE SENSO DE INDIVIDUALISMO…

“Absolutamente, e eu estou muito orgulhosa que ultrapassei as inseguranças que já tive um dia. Parte de crescer rodeada de homens significava que – certamente no início do Paramore – eu quase tinha medo de ser uma garota. Eu vestia a mesma roupa que os caras, ou o mesmo estilo de sapatos… Eu ficava desconfortável com a noção de mudar. Eu sentia que qualquer tentativa de parecer uma garota iria resultar nas pessoas não me levando a sério, e isso era uma perspectiva problemática – muito ruim para uma pessoa jovem. Eu me lembro de ter uma conversa com Josh [Farro, ex guitarrista do Paramore] na Warped Tour de 2006 e ele falou tipo, ‘Por que você não usa nenhuma dessas roupas loucas que você costumava usar quando éramos mais novos?’ E eu me lembro de ficar muito defensiva, mas quando cheguei em casa e comecei a pensar decidi que era uma pergunta justa. Eu fiz uma decisão naquele ponto de começar a ser mais expressiva, e um ano depois ‘Riot!’ saiu e eu estava usando maquiagem louca e tinha três tipos de cores no meu cabelo, e usava meia calça que comprei no Japão… Eu fiquei totalmente diferente. Mas isso já faz quase 10 anos agora – as pessoas precisam se lembrar que isso foi antes de Katy Perry e Lady Gaga e todas essas gigantes coloridas da música pop. Quando eu saí na MTV estava parecendo algo estranho, mas eu realmente precisava me expressar naquele ponto. Quando eu comecei a ver outras garotas nos shows que pintaram o cabelo e essas coisas, isso significou muito para mim. Isso fez eu me sentir muito melhor sobre ser eu mesma, e não me preocupar se alguém não iria me levar a sério por eu ter a aparência do meu jeito. Fico muito grata por ter superado isso. Eu nunca iria querer que alguém sinta que não pode ser quem eles são, e é por isso que fazer algo como o goodDYEyoung [a empresa recém lançada de Hayley de tinta de cabelo] foi tão importante.”

COM ISSO EM MENTE, A RECEPÇÃO DA EMPRESA DEVE TER SIDO MUITO ESPECIAL PARA VOCÊ…

“Realmente tem sido, e honestamente nunca pensei que ela seria tão bem recebida tão rapidamente. Quando eu era nova e ia à farmácia, eu esperava que eles tivessem tinta vermelha que parecesse um pouco rosa, ou uma vibe um pouco laranja, mas nunca ficava dessa forma. Tem sido ótimo, na verdade. Agora, minha avó tem cabelo lavanda e estou vendo crianças que mal tem idade o suficiente para se vestir sozinhos apontando para tintas de cabelo em lojas, e é muito legal ver esse tipo de impressão se tornando muito mais aceita. goodDYEyoung é sobre construir uma comunidade. Eu quero ter uma conversa com as pessoas da mesma forma que fiz com o Paramore. Eu quero que a goodDYEyoung represente positividade e confiança. Eu quero que isso seja sobre empoderar pessoas a ser quem elas são de verdade e se expressar de uma forma saudável, mas ao mesmo tempo, aceitar pessoas da forma que são e do jeito que quiserem ser.”

ESSA CONFIANÇA EM AUTO-EXPRESSÃO SE ESTENDE PARA VOCÊ? NESSE MOMENTO, VOCÊ PODE SE CONSIDERAR CERCADA DE POSITIVIDADE E CONFIANÇA?

“Honestamente, certamente onde o Paramore está agora, tem sido um ano difícil. O ciclo do último álbum foi o mais divertido que tive a minha vida inteira e eu sinto que aprendi muito sobre mim mesma, meus amigos e a música, mas o que realmente aprendi é que você só pode ficar no alto por certo período de tempo. Esse senso de nostalgia pode servir de gasolina por algum tempo, mas não para sempre. Muitas coisas boas aconteceram recentemente – me casar, especialmente – mas também, muitas coisas complicadas. É importante ficar centrada e entender para o que você está vivendo, e se agarrar ao que você é. Em qualquer momento da vida algo pode ser ganhado ou perdido em um instante, e você não pode se apoiar em muitas coisas do lado de fora para se manter feliz. Você tem que buscar a verdade, e agora eu estou fazendo isso. A vida pode ser bem louca às vezes, mas há luz no fim do túnel, e nós voltaremos no final disso. A vida é uma jornada para aprender seu lugar e seu propósito, e descobrir o que realmente vale a pena para você e seguir isso com tudo o que você tem. Isso é algo que eu espero que ninguém – incluindo eu mesma – perca de vista.”

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

 

Publicado por Jeany, arquivado em All We Know Is Falling, Entrevista, Hayley Williams, Revistas.


Na edição de setembro da revista americana Alternative Press, Hayley Williams é entrevistada sobre o All We Know Is Falling, primeiro álbum de estúdio da banda e que completa uma década neste ano. Além da entrevista, Kika Chatterjee, fã da banda e auxiliar de edição da AP, também comentou sobre o álbum. Confira abaixo:

Quando você lembra do All We Know Is Falling, tem algum momento específico ou alguma canção dos quais você se orgulha?
Amo todas as músicas, mas tenho muito orgulho de “Never Let This Go” e “Franklin”. “Never Let This Go” é a que me faz lembrar de estar entrando para ensaiar. Ouvir as guitarras enquanto eu pensava na letra, foi o momento que me toquei que soávamos mesmo como uma banda. “Franklin” eu lembro vividamente do instante que estava gravando-a. Foi a primeira vez que tive orgulho de gravar uma canção lenta.

Você só tinha 16 anos quando saiu o primeiro disco. Daria algum conselho de composição para sua versão adolescente?
Tivemos muito tempo pra gravar esse CD e fico feliz por isso, porque consigo sentir cada momento que eu estava vivendo naquelas letras. Cometi muitos erros e ouvi pessoas erradas – até amigos. Mas eu realmente acredito que as coisas acontecem por um motivo, então eu faria tudo do mesmo jeito. Acho que diria apenas “Você está no caminho certo. Você está dando seu melhor e se tiver sorte, ainda vai cometer uns bons erros pelo caminho.”

Alguma lembrança importante do processo criativo deste álbum que ninguém saiba?
Em alguns momentos, a gente sabia que o John Janick [CEO da Fueled By Ramen] ia trabalhar conosco. Ele viria ao estúdio pra ouvir no que estávamos trabalhando e era pra gente estar ensaiando. Só que a gente saia pra ir ao cinema ou fazer outra coisa. [RISOS]
Eu só sei que eu era uma criança. É estranho pensar no quanto a gente era jovem. Mesmo tendo uma banda própria e tendo uma carreira, éramos crianças que queriam ser legais e aprontar.

Qual sua reflexão sobre esse álbum?
Acho que muita gente não gosta de ouvir seu primeiro disco porque é como ler seu próprio diário. Eu particularmente tenho muito orgulho – sem brincadeira – daquele álbum. Tipo, muito mesmo. É incrível olhar para trás. Não tenho muitas fotos de anuário, acho que só tenho até o 7ª série. Mas tenho CDs que posso escutar e letras que escrevi para lembrar exatamente o que eu estava fazendo e pensando naquele momento. Isso é maravilhoso.

Steve Robertson, o representante do Paramore na Atlantic Records, foi quem teve a ideia de deixar com que o All We Know Is Falling construísse sua credibilidade só com o boca-a-boca ao invés de utilizar estratégias de promoção. Mas não tem como negar que foram os vocais de Hayley Williams aos 16 anos que trouxeram o Paramore para os holofotes – e os mantiveram lá – no cenário emo masculino. O espírito do Paramore ainda reina. Ouvir a este disco é como ler seu diário da escola (caso não seja vergonhoso): o álbum traça um laço entre convicção, crença num amor jovem e desdém por aqueles que te fizeram mal. Músicas como “Emergency” e “ All We Know” têm uma grandiosidade que talvez soasse desonesta se não fossem tocadas por adolescentes, e a que se destaca, com certeza é “Pressure” (“some things I’ll never know/and I had to let them go/I’m sitting all alone/feeling empty”) a passagem que prova que Williams já via grandes coisas para si, assim como a banda soube esse tempo todo que fariam um sucesso monumental. A grande estreia do Paramore foi impiedosa e barulhenta, apesar de ser uma banda ainda amadora. Em 2005, Josh Farro era o membro mais velho da banda, no momento, com 17 anos e seu irmão Zac, tinha 15. A banda tinha acabado de perder seu integrante mais velho – que depois retornou – Jeremy Davis, o que causou muito impacto para eles (o lugar vazio no sofá é uma alusão à sua saída). Além disso, o Paramore estava em turnê com bandas mais pesadas na qual todos os integrantes eram homens, o que poderia facilmente ter feito deles os “azarões”. Ao invés disso, o grupo combinou acordes marcantes e refrões potentes (“Brighter” e “Whoa”) que foram os gritos de guerra da revolução que eles iniciaram. É a sinceridade inocente do “All We Know Is Falling” que traz essa nostalgia; faz com que você sinta falta de sentir o amor, o ódio e a tristeza tão intensamente como você sentia antes de realmente entendê-los.” – Kika Chatterjee

Fonte/Scans:

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Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

Publicado por Anna Paula Flores, arquivado em Entrevista, Hayley Williams, Revistas.

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Hayley Williams e Chad Gilbert estão na capa da edição especial da Alternative Press, a qual, nesta mesma edição, o casal concedeu uma entrevista. Confira a matéria traduzida:

Esse mês, indicada a Artista do Ano, a banda New Found Glory está lançando o remake da pop-punk “Vicious Love“, do álbum Resurrection. Quão doce é a nova versão? Ela conta com a participação da vocalista da banda Paramore, que, também, foi indicada a Melhor Vocalista, Hayley Williams, então, bem doce.  E se você já adquiriu seu ingresso para o APMAs, você verá Williams e NFG tocando-a ao vivo. O guitarrista da banda NFG, Chad Gilbert, e Williams nos contaram sobre a história por trás do single e sobre como a Hayley gosta de tietar os colegas de banda de seu noivo.

Qual a história por detrás dessa nova versão?
Gilbert: A música, originalmente, estava no Resurrection. Eu queria refazê-la, então eu cheguei até a Hayley e disse, “ei, pode me dar uma ajuda em escolher uma voz feminina legal para cantar nessa música?” (Risadas) Ian [Grushka, baixista do NFG] ama Kacey Musgraves e uma vez eu vi um post em que ela disse que a primeira vez que se atirou na plateia foi num show do New Found Glory. Hayley é amiga dela e pensamos “Talvez, nós podemos fazer isso ou…”
Hayley Williams:…e eu [aponta para si mesma, limpando a garganta]
Gilbert:… E eu falei “você? Isso é um tanto quanto óbvio para mim.” Ela disse “não. Eu amo o New Found Glory. Eu quero fazer e eu sei que eu arrasaria.” Então, eu disse para ela “obviamente, eu não vou te dizer ‘não'” – a banda a ama e amamos a voz dela e ela é tão talentosa – e eu acho que [sua contribuição] faz a música especial, pois foi inspirada nela.
A música não é daquelas perfeitas de amor: é fácil ver fotos minhas e da Hayley no Twitter e pensar “ah, eles são perfeitos”. A realidade é que qualquer relacionamento, mesmo que esteja indo bem, não é fácil.
Nós tivemos uma fase em que estávamos constantemente brigando, e eu sinto que quando você está nesse momento, vivendo essa tensão, faz você perceber que a relação vale a pena. Quando as pessoas estão em um relacionamento e começam a brigar – esse estágio sempre acontece – e quando a maioria das pessoas abandona o relacionamento, para nós, foi um momento de aprendizagem. Aprendemos que gostando mesmo um do outro, depois que passamos por tudo.

Mas vocês tem um relacionamento do tipo que você pode chegar e falar algo como “eu não posso falar agora. Estou conversando com o Dave Grohl e o Trent Reznor”, e ninguém vai falar “quem é mais importante, estrelas do rock ou eu?”. “Pessoas normais” levariam isso como uma afronta ao relacionamento.
Gilbert: Totalmente. Eu estava no Shai Hulud quando tinha 14 anos; minha vida inteira me levou a Hayley por causa da música. (…) Uma das razões pela qual nós achamos equilíbrio no nosso relacionamento foi porque nós sabemos que não podemos existir sem fazer o que amamos. Tirá-la de onde ela ama não seria onde ela deveria estar – nem eu. Nós dois queremos as melhores versões do que podemos ser.
Williams: Nós estamos sendo super sortudos por estarmos em bandas separadas, porque quando nos reunimos, tornamos nosso relacionamento mais forte. Quando pessoas não estão vivendo o que elas querem, isso é descontado não apenas em relacionamentos românticos, mas no seu relacionamento consigo mesmo.
Gilbert: [para Hayley] Posso falar para ele?

Williams[sorri] Eu não ligo.
Gilbert: Lembra do cruzeiro Parahoy? Nós não estávamos juntos.
Williams: [risos] Foi horrível.
Gilbert: Estávamos em um barco no oceano por 4 a 5 dias com vários fãs de Paramore me perguntando “cadê a Hayley?” e eu ficava tipo, “ela está ótima”. Nós não contamos pra ninguém porque sempre mantivemos um relacionamento privado. Naquela época vivemos algo como “Vicious Love“.
Williams: Você tem que descobrir quem é sozinho. Sua identidade acidentalmente se torna a própria banda na qual você está por 10 anos. Mesmo se você não estiver numa banda, eu acho que isso ainda pode acontecer quando se perde algo, você fica tipo, “quem sou eu?”

Tem um senso de otimismo nessa música. E você pode se apaixonar ou escrever uma letra como em Querido John pra isso. E as pessoas podem ouvir isso nos APMAs.
Williams: Isso vai ser legal.
Gilbert: Hayley sempre canta melhor ao vivo. É verdade.
Williams: New Found Glory nunca teve um show ruim, mas eu juro que em todo show, Jordan (Pundik, vocalista) vem até mim e fica tipo [imita um cara nervoso] “Ahhh, eu não tenho certeza disso. Ahhh, eu não gosto da minha blusa. Ahhh, minha voz.” [risos] Eu tento ensiná-lo aquecimentos, dou chá ou qualquer coisa. Até quando eles dizem que são ruins, New Found Glory não é ruim de jeito nenhum. Eu amo assisti-los e estar em cima do palco com eles é um bom momento.

Hayley é a maior fã do New Found Glory porque ela tem tempo de animar o vocalista.
Gilbert: Ela nos fez máscaras faciais depois do show na Bélgica. Nós saímos do palco e ela estava tipo, “você tem que provar essas máscaras!”
Williams: [risos] Tentei deixá-los com um rosto mais jovem. Você devia ter sentido a pele deles, ficou parecendo lã depois. Tão macia como a de um bebê.

Hayley Williams, indicada na categoria “Melhor Vocalista”, foi individualmente entrevistada por Jason Pettigrew. Confira a tradução:

Vamos usar a máquina do tempo por um momento e viajar para 2006? Quando vocês tocaram no palco secundário do Taste Of Chaos…

Williams: Isso foi em 2005! [Sorri]

Então, imagine tocar aqueles shows, sozinha, apenas com violão. Se você pudesse falar algo, o que diria para a Hayley de 2005?

Williams: Eu penso muito sobre aqueles dias, pois eu sou uma pessoa super nostálgica e eu amo relembrar. Mas eu nunca imaginaria que, em 10 anos, nós estaríamos ativos. Acho que eu nunca imaginei que estaríamos assim. Especialmente, porque eu era ingênua a ponto de pensar que sempre seríamos cinco, que sempre seria o mesmo, como num filme, só que sem o conflito. [Ri]

Seu sucesso veio gradativamente, mas como os filósofos gostam de frisar, “O caminho é a recompensa”. Ou algo assim.

Williams: Eu gosto, pois eu era otimista por um tempo; Hoje em dia, eu sou bem realista em função da experiência de vida que eu tenho, mas fico super orgulhosa que isso não tenha me influenciado. Em 2015, nós escrevemos uma música que ganhou um Grammy e eu fiquei noiva – coisas imensas que não conversamos sobre, pois achávamos que nos traria má sorte e que não aconteceriam. Fico muito grata que não jogamos a toalha e desistimos do Paramore.

O que você faria se o Paramore não existisse?

Williams: Eu também penso nisso. Agora que eu sei o que sei e que chegamos tão longe, eu me envolvo com outros projetos, como participações em outras músicas ou agora, com o meu amigo Brian – que cuida do meu cabelo e maquiagem na estrada – estamos lançando uma linha de tintas para cabelo. Tudo que eu tenho na minha vida, eu devo ao Paramore. Se eu fosse apenas uma garota de 26 anos, eu não tenho certeza quais seriam os meus interesses. Eles poderiam ser ligados à música, mas em relação aos meus relacionamentos e as pessoas que me moldaram, tudo faz parte do meu mundo com o Paramore.

O que mais você ainda quer fazer como artista? O que está na sua criativa lista?

Williams: Não tenho urgência em lançar-me em carreira solo. Não sinto que a banda sufoque o meu lado criativo. Eu não acho que faria música por conta própria. Eu faço melhor no meio da banda e assim me sinto em casa. Sou muito feliz sempre que estou compondo com o Taylor [York, guitarrista] e o Jeremy [Davis, baixista]. É sempre uma nova sensação de dever cumprido. Tem muitos cantores que eu acho que não são totalmente satisfeitos com o resultado do trabalho deles em grupo, então acabam saindo e buscando a identidade deles por conta própria – e eu nunca senti isso. Eu fico mais curiosa para saber o que o Paramore fará no futuro.

Veja abaixo as fotos que estão presentes na revista:

Photoshoots > 2015 > Hayley e Chad para Alternative Press

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  Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR

Publicado por Renan Pires, arquivado em Outros Artistas, Revistas.


Na última edição da revista Alternative Press, Jack Antonoff, guitarrista da banda fun. e líder do Bleachers, falou sobre “a razão do Paramore ser tão fabuloso” e elogiou a banda desde sua apresentação no palco até cada membro como indivíduo. Confira a matéria traduzida abaixo:

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Qual a razão pelo Paramore ser tão fabuloso?

Bem, antes de tudo, eles são uma banda de verdade. Eu sinto que eu posso ouvir todos os elementos da personalidade deles em sua música. Eles são as pessoas mais incríveis do mundo. Há várias pessoas incríveis, mas muito poucos deles estão em bandas incríveis, e isso realmente faz uma combinação muito boa. E em termos de ser uma artista, Hayley Williams está no nível de Michael Jackson. Eu realmente quero dizer isso. Eu não sei se eu posso pensar em outra banda onde eu possa ir para os shows e apenas ficar olhando o tempo todo. Eu não perderia um segundo de um show do Paramore. Eles dão sentimentos simultâneos de uma gigante arena de rock e do que eu imaginaria que seria um bom show dos Gorilla Biscuits. Tem um elemento hardcore muito peculiar lá; Eu acho que o jeito que a Hayley se apresenta, se conduz no palco e interage com a plateia, te faz se sentir como se tivesse realmente uma coisa hardcore de Nova York acontecendo. Qualquer banda que tem a capacidade de trazer esse tipo de energia em uma arena é a melhor coisa do mundo. Eles fazem uma arena parecer com um clube, que é o objetivo de qualquer grande banda. No final das contas, não há uma banda melhor ao vivo.

Além do show deles ao vivo, eles continuam se impulsionando cada vez mais em seus álbuns. O Paramore não parece com nada que veio antes deles. Não há nada mais animante do que assistir uma banda surgir e depois imaginar: “Onde que isso vai parar?“. Eles não tiveram medo de se tornarem grandes e ter uma plateia gigante, mas eles nunca deixaram a arte deles sofrer. E isso que é importante. Bandas que não têm medo de serem grandes mas que não têm medo de fazer um trabalho interessante são vitais.

Meu momento favorito com o Paramore? fun. esteve em tour com eles na Europa em 2010. Estivemos em Liverpool, na Inglaterra e Nate Ruess invadiu o camarim deles ou algo assim, e Hayley correu para ele e tacou sua tinta de cabelo vermelho na cabeça dele, e ele teve que ficar com o cabelo manchado de vermelho naquela tour. Eu sempre me lembro disso com carinho.

Tradução e adaptação: Equipe do Paramore BR

 

Publicado por Angelica, arquivado em Listas, Revistas.

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A revista Kerrang! criou uma lista com os “50 Maiores Rockstars do Mundo na Atualidade” e Hayley Williams está ocupando a 32ª posição! A lista também conta com artistas como Pete WentzDave Grohl, Taylor Momsen, Billie Joe Armstrong, Jared Leto, Lzzy Hale Brendon Urie. Confira o que a revista diz sobre a vocalista:

32. HAYLEY WILLIAMS
Ano passado: 17
A magnífica poderosa Miss Williams desceu para a 32ª posição, da 17ª, no ano passado, talvez porque o Paramore não esteve muito em nossas costas nos últimos tempos. Claro que eles fizeram uma incrível turnê em arenas, mas não trouxeram o PARAHOY! para o Reino Unido (o que teria sido perfeito no Mersey). Paramore também não respondeu a nossa petição para trazer a sua MONUMENTOUR com o Fall Out Boy pra cá. Ainda assim, a turnê pelo Reino Unido no ano passado (e a sua cativante música para dançar, “Stay The Night“, com o Zedd) significa que Hayley ainda está detonando! E será que ela vai ser ainda melhor depois de provar que pode ser headliner do Reading & Leeds em agosto? (Sim).

A primeira posição ficou com o baixista e cantor da banda Motörhead, Lemmy.
Confira a lista completa clicando aqui.

Publicado por Angelica, arquivado em Entrevista, Notícias, Revistas, Taylor York.

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A nova edição da revista Alternative Press traz uma página dedicada a Taylor York, que conta com uma curta entrevista do guitarrista. Confira:

O que te inspira a tocar guitarra?

“O desejo por movimento. Eu quero fazer música e escrever partes que estimule movimento para ambos o corpo e para a alma. Eu quero que as pessoas batam suas cabeça e dancem. Eu quero que as pessoas sintam algo que possa movê-las em direção a esperança ou alegria ou qualquer coisa que seja o que elas precisem. É isso o que eu desejo da música, e eu amo a ideia de que eu possa fazer parte em trazer isso para os outros.”

Tradução e adaptação: Equipe do Paramore BR.
Créditos: @HerNameIsComet

Publicado por Redação, arquivado em Revistas.

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A nova edição da revista inglesa DIY, traz uma matéria sobre a trajetória do Paramore no Reading & Leeds Festival, onde falam sobre os 3 shows já realizados pela banda no festival e o lugar de destaque que eles terão na edição desse ano:

As coisas estão melhorando
Não é sempre que o único caminho é o melhor, mas é onde Paramore está interessado. 2014 marca a primeira vez que eles vão estar fechando o Reading & Leeds, mas eles são praticamente veteranos.

2007 – De volta para onde Paramore só tinha dois álbuns em seu nome, eles abriram o palco principal com estilo e facilidade. Sua visita de estreia ao festival, o primeiro set do dia estava cheio com músicas de seu assombroso segundo álbum ‘Riot!’, fresquinho desde o lançamento que havia acontecido apenas dois meses antes, o qual sem dúvida embalou pop o suficiente para acordar apostadores.

2010 – Fazendo um retorno triunfante ao palco, dessa vez a banda (ainda com 5 membros) de Nashville seguiu Rivers Cuomo da Weezer e sua dança na lama. Indo com uma alta dosagem de seus melhores hits até então — incluindo aqueles de seu álbum número um ‘Brand New Eyes’ — eles provaram ser futuras estrelas na indústria.

2012 – Após uma volta, de certa forma inesperada, em 2011, foi no Reading & Leeds que a nova paramore escolheu fazer sua estreia no Reino Unido. A banda, de agora 3 membros (e fãs), teve um pouco de resistência da plateia, mas só durou até que umas notas da música de abertura de ‘Brick By Boring Brick’ fossem tocadas para que eles tivessem a multidão de volta ao seu lado.

2014 – As estrelas se alinharam e a hora é finalmente essa: Paramore vai ganhar seu lugar de direito entre as outras atrações. Ainda não se tem certeza do que esperar, mas se sua recente travessura — você sabe, sair em um cruzeiro e tudo mais — é alguma coisa para se seguir, essa vai ser uma baita ocasião especial

SCAN:

Tradução e adaptação: Equipe do Paramore BR.

Publicado por Renan Baiocco, arquivado em Entrevista, Hayley Williams, Revistas.


Hayley Williams cedeu uma entrevista para a edição de dezembro da revista inglesa Kerrang!, onde falou sobre o processo de gravação do quarto álbum, o que inspirou a banda para a utilização do ukelele e o que ela pediu para o Papai Noel. Leia:

ALERTA DE SPOILER!
Hayley Williams esta prestes a te contar o que acontecerá em “The Walking Dead”!

Kerrang!: Como foi gravar um álbum depois de uma pausa tão longa?
Hayley: Foi como se estivéssemos gravando nosso primeiro álbum de novo. Só que dessa vez nós tivemos a experiência de estar no estúdio, então eu senti que voltamos mais confortáveis. Fazia muito tempo que eu não acordava tão animada para “ir ao trabalho”… Foi realmente um momento muito bom para nós.

Kerrang!: Vocês estavam preocupados em ter quer conseguir o mesmo sucesso que tiveram com o álbum anterior, lançado em 2009, o “Brand New Eyes”?
Hayley: Claro. Nós sempre queremos fazer melhor do que já fizemos. Entretanto, o mais importante é que nós sempre acreditamos em tudo que fazemos. Quando nós finalmente já tínhamos alguns demos para o novo álbum, nós sabíamos que estávamos no caminho certo, e ficamos muito animados com as músicas. Nós acreditamos nessa banda, mas agora do que nunca, e isso é algo que nem sempre fomos capazes de dizer.

Kerrang!: Também há “Ukelele Crazy” (um tipo de pandeiro) nesse álbum, o que inspirou vocês a usá-lo?
Hayley: Nós conhecemos o ukelele depois de fazermos nosso primeiro show no Hawaii, nós estávamos com o Hellogoodbye lá, e o Taylor tocou ukelele no palco com eles. Quando voltamos de lá ele trouxe um com ele, e enquanto estávamos compondo ele se tornou algo como “precisamos” colocar isso em alguma música. Tinha um som tão animado e nos deixava menos estressados enquanto estavam escrevendo.

Kerrang!: E agora que a pressão acabou e você pode, finalmente, descansar. O que está na sua carta para o Papai Noel?
Hayley: Tudo que eu quero são alguns dias de folga (risos). Nem acredito no quantos estivemos ocupados! É uma benção, mas eu sinto que meu corpo esta começando a se revoltar. Eu preciso de um tempo com a minha família; especialmente com minhas irmãs. E esse será o tempo mais longo que terei com meu namorado, desde a primavera. E também se Papai Noel pudesse escrever para Hershel voltar para a última parte dessa temporada de “The Walking Dead” seria ótimo, valeu cara.

Tradução e adaptação pela Equipe do Paramore BR.

Publicado por Lívia Rocha, arquivado em Entrevista, Revistas.

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Paramore é capa da edição de outubro da revista inglesa DIY, que traz uma matéria, entrevista e photoshoot inédito da banda. Confira a tradução, scans e o photoshoot abaixo:

Photoshoots @ DIY Magazine

     

O que não mata, fortalece. Por um tempo, o futuro deles era incerto, mas olhe para eles agora: o enorme sucesso do novo álbum está deixando os “haters” com raiva. Não é só uma banda… Isso é Paramore

Para o Paramore, a última década foi longe de ser fácil. Nascido num mundo voltado pelo “pop-rock” e “Fueled By Ramen”, o jovem quinteto de Nashville começou sua carreira já nos holofotes. Daquele momento para frente, as coisas só foram aumentando. Quando a líder, Hayley, completou 21 anos, eles já tinham lançado seu terceiro álbum de estúdio, dois deles receberam certificado de platina pelas vendas mundiais.

Passando a maior parte da adolescência na estrada, sua juventude foi bem documentada nas críticas, entrevistas e ensaios fotográficos, todos seus passos foram gravados. Tudo colocado na internet, postado em revistas e em pacotes condecorados para serem colocados nas prateleiras das lojas de cd. Na maioria do tempo, isso era tudo que eles queriam, mas então – em algum ponto – tudo começou a desandar.

O interessante sobre eles é que eles estão acostumados com mudanças. Foram forçados a crescer e tinham acabado de perder três membros (arrependido, o baixista Jeremy Davis não se foi por muito tempo). Por um tempo, eles conseguiram se manter, mas no final de 2010 as coisas começaram a desmoronar ao seu redor.

O que aconteceu foi a muito comentada saída de Josh e Zac Farro que tentaram desfazer a ideia da vocalista Hayley Williams de que Paramore ainda era uma banda. Mas ao invés disso acabar com eles, apenas os deixou mais fortes, lhes garantindo a possibilidade de um novo começo. O resultado: um dos melhores álbuns desse ano.

“Em todo álbum tem que haver uma mudança”, diz Taylor York. Amigo da banda há anos – ele participou da composição do single de estreia “Conspiracy” – finalmente se juntou à banda oficialmente como guitarrista adicional em 2007. Mas foi só recentemente que o processo começou a ficar mais colaborativo. “Tinha que haver uma mudança e uma evolução, especialmente na nossa situação, não conseguiríamos replicar o que fizemos no passado. De várias maneiras, fomos forçados a conhecer um novo território.

“De início estávamos relutantes em relação a isso. Achávamos que o caminho do sucesso era fazer aquilo que já tínhamos feito, mas percebemos que era preciso ultrapassar nossos limites e explorar coisas novas. Foi muito assustador mas também libertador. Escrevemos música nas quais realmente acreditamos. Foi uma experiência sinistra e libertadora ao mesmo tempo.”

Indo contra às regras, a banda – agora um trio – começou a trabalhar com o baixista Beck e o produtor da M83 Justin Medal-Johnsen, quem os encorajou a tentar coisas novas. Abandonando sua antiga estrutura e passando por um longo processo de bloqueio criativo, Williams finalmente encontrou confiança para fazer o que era preciso e escrever músicas das quais ela gostava.

“Em ‘Still Into You’ levei um susto comigo mesma quando estava escrevendo e sugeri a melodia e a letra do refrão”, ela ri. “Os versos não me assustaram; na verdade me empolgou. Era meio “saltitante” e soava como “new wave”, ainda era meio “pop” e “grudento”, mas o refrão… Eu fiquei tipo, “Isso é demais para uma música do Paramore. É muito pop!”. Taylor perguntou “Bem, você gostou?” e eu “Eu amei!”. E foi isso. Foi aí que deixamos de nos preocupar. Depois disso acontecer mais de uma vez, percebi que devia parar de questionar, acho que faz parte de crescer.

“Nos últimos anos foi tudo sobre aceitar o que a gente ama. Cresci ouvindo NSYNC e Britney Spears e eu não ligo! Continuo sendo de uma banda que eu acho irada. Tudo isso só me fez ser a pessoa única que eu sou. E as coisas que Jeremy ouvia – ele cresceu ouvindo muito hip hop – não acho que algum de nós cresceu ouvindo punk rock. Ninguém ouve Black Flag já no útero. Acho que amadurecemos e percebemos isso; ‘É estúpido ser pretensioso em relação à música’ você simplesmente gosta do que gosta, e se você ama, quem liga?”

Isso é o que reforça o guitarrista Taylor York: ser capaz de aceitar suas influências e usá-las para aumentar seus horizontes. “Foi estranho terminar uma música e pensar ‘Isso é muito pop. É meio “desajeitado” e Jeremy fazendo essas batidas no baixo mas simplesmente amamos.’. No final do dia, tudo que podemos fazer é escrever músicas nas quais acreditamos. Quando estamos no palco, ou as pessoas acreditam, ou não, então fizemos músicas que realmente apoiamos. Foi muito bom saber que conseguíamos fazer outras coisas. Antes, podíamos esboçar nossas influências, mas jamais mostrar para as pessoas.”

Com uma mudança drástica na dinâmica do grupo, haviam preocupações de que as coisas nunca mais seriam as mesmas no estúdio. Mas isso não foi a única coisa com a qual eles tiveram que competir; passar por um rompimento foi difícil e, pela primeira vez na carreira, eles perceberam que tinham que ir mais devagar. “O tempo que passamos longe foi pela nossa sanidade” diz Williams. Depois que saíram as notícias, no final de 2010, a banda foi pra casa. Passou-se então 1 ano até que eles começassem a trabalhar no seu álbum. “Foi duro. Tínhamos que ser nós mesmos pela primeira vez.”

“Tivemos que aprender como ser pessoas normais” diz Jeremy, “Passar tempo com nós mesmo e aceitar quem somos. Era algo que a gente precisava naquele momento. Dar uma acalmada foi muito importante.”

“Colocamos muita pressão em nós mesmos”, diz Taylor, “e sentimos a pressão externa também. É esquisito termos precisado ficar longe por um tempo, mas ao mesmo tempo, você começa a pensar sobre sua carreira. ‘Estamos longe há muito tempo, será que vão esquecer de nós?” (mais…)


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